BE "chumba" promotores imobiliários no desenho da cidade de Coimbra
A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Coimbra, Marisa Matias, acusou a autarquia de permitir que sejam os promotores imobiliários a "desenhar" a cidade e de falta de planeamento urbanístico.
"O desenvolvimento equilibrado de Coimbra passa por descobrir a sua vocação e perceber as suas diferenças em relação às outras cidades", disse a socióloga Marisa Matias aos jornalistas, na apresentação do manifesto autárquico da candidatura do BE para o concelho de Coimbra.
"Cabe à autarquia, e não aos promotores imobiliários, programar a cidade no que toca à habitação e ao comércio, incluindo o tradicional", lê-se no manifesto, que tem por lema "Coimbra: Uma Nova Força".
O manifesto, subdividido em sete pontos, antevê já algumas ideias centrais do programa eleitoral, explicou Marisa Matias, indicando que este documento inclui três conceitos programáticos essenciais: "Densificar, limitar e recuperar".
O conceito "densificar" visa "dar mais humanidade à cidade", enquanto o de "limitar" engloba a necessidade de "fazer um desenho para a cidade".
O terceiro conceito ("recuperar") dá prioridade à reabilitação das zonas rurais e florestais, bem como as áreas envolventes do espaço urbano.
Marisa Matias, que estava acompanhada da candidata do BE à Assembleia Municipal, Catarina Martins, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, criticou "o desenho urbano em mancha de óleo que se promove" em Coimbra.
"Por um ambiente equilibrado e pela qualidade de vida", "Por habitação de qualidade e requalificação urbana" e "Por uma verdadeira centralidade da cultura e do conhecimento" são alguns dos sete compromissos do BE para Coimbra.