BE considera que encerramento da Universidade Independente é decisão desejável
O Bloco de Esquerda considerou que o encerramento compulsivo da Universidade Independente foi uma decisão "expectável e a desejável" e alertou para a necessidade de dotar de mais meios os organismos que fiscalizam o ensino superior.
"O encerramento compulsivo da Independente era expectável e era o que devia ser feito. Fundamentalmente, o que interessa agora é salvaguardar as expectativas e anseios legítimos dos alunos", afirmou a deputada Cecília Honório, em declarações à Agência Lusa.
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, decidiu emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da Universidade Independente (UnI), considerando que o seu funcionamento estava a decorrer "em manifesta degradação pedagógica".
"Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UnI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender", afirmou Mariano Gago, em conferência de imprensa.
Cecília Honório considerou que a situação de degradação pedagógica apontada pelo ministro só agora foi notada devido às "enormes debilidades" dos serviços públicos que fiscalizam o ensino superior.
"O ministro actuou agora porque a bolha rebentou", afirmou, defendendo que cabe ao Governo dotar os serviços de mais meios, nomeadamente meios humanos, para que os processos que inspecção funcionem melhor. "Quanto à Inspecção, a que existe funciona bem mas com enormes debilidades e dificuldades, como a falta de recursos humanos", disse.
Questionada sobre as declarações do ministro do Ensino Superior sobre o currículo académico do primeiro-ministro, José Sócrates, Cecília Honório, recusou pronunciar-se.
"Sobre isso não me vou pronunciar", disse.