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BE favorável a novos parques campismo na Caparica, mas com menos utentes

BE favorável a novos parques campismo na Caparica, mas com menos utentes

O Bloco de Esquerda de Almada concorda com a co nstrução de quatro parques de campismo no Pinhal do Inglês, área protegida na Fo nte da Telha, desde que os recintos tenham lotação inferior à estimada no projec to Polis.

Agência LUSA /

O Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades (Polis) prevê para o Pinhal do Inglês a transferência de quatro parques associa tivos que se encontram na frente de praias da Costa de Caparica e que poderão ac olher mais de 17.000 utentes.

A posição do BE de Almada, manifestada hoje à Agência Lusa, surge depoi s de, na semana passada, as associações ambientalistas Quercus e GEOTA terem div ulgado semelhante parecer face aos impactes negativos esperados sobre a paisagem protegida e a circulação de pessoas e trânsito.

Os bloquistas admitem, como outra das hipóteses de localização que deve riam ser estudadas, a manutenção dos parques na frente de praias, embora mais re cuados da costa e com dimensões mais pequenas que os actuais.

No âmbito do Polis, os novos recintos vão substituir quatro parques ass ociativos que ocupam há vários anos, e em precárias condições de segurança, a or la marítima da Costa de Caparica, que será recuperada.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projecto revela que, além de agr avar as dificuldades nos acessos às praias da Fonte da Telha, os novos parques v ão destruir quase metade da área do Pinhal do Inglês, propriedade privada inseri da na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.

Em declarações à Lusa, Manuel Braga, membro da Assembleia Municipal de Almada eleito pelo BE em Outubro, sustentou que os pressupostos do projecto "for am grosseiramente violados" no EIA.

De acordo com o autarca, o EIA, cuja consulta pública terminou há uma s emana, não prevê, ao contrário do recomendável no projecto, a redução da taxa de ocupação.

"A redução da área dos parques é falaciosa face ao número de utentes pr evisto", advogou Manuel Braga, sem sugerir a lotação que os parques deveriam ter .

O BE aponta como consequências negativas do elevado número de campistas a falta de sossego dos moradores da urbanização limítrofe da Aroeira e o agrava mento do tráfego rodoviário.

O único acesso viário previsto para os novos parques e praias da Fonte da Telha encontra-se ainda em fase de estudo, advertem os bloquistas.

O BE considera ainda, no parecer ao EIA, que a pressão humana sobre a p aisagem protegida é "profundamente nefasta".

Manuel Braga entende que, além do Pinhal do Inglês, outra das "hipótese s" de localização que deveriam ser "mais debatidas" entre técnicos e população s eria manter os parques na frente de praias da Costa de Caparica, embora mais rec uados da orla marítima e com dimensões inferiores aos actuais.

"A saída dos parques é inevitável mas o Bloco teme que a pressão urbaní stica na zona vai ser grande, dado que está prevista construção hoteleira/turíst ica para a área desocupada pelos parques", alegou o autarca.

Compete à sociedade CostaPolis, com capitais do Estado e Câmara de Alma da (CDU), executar o Polis da Costa de Caparica.


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