Bolsas de alojamento para estudantes universitários com novas regras

Bolsas de alojamento para estudantes universitários com novas regras

As bolsas de apoio para o alojamento dos estudantes universitários deixam de exigir um contrato de arrendamento. A alteração já foi publicada em Diário da República.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Universidade de Coimbra

O Jornal de Notícias adianta que os estudantes bolseiros deslocados têm apenas que provar que tentaram ter vaga numa residência universitária para ter direito ao apoio ao alojamento.

Esta era uma das principais dificuldades apontada pelos estudantes no acesso a este apoio, muitos quartos são alugados sem contrato a ajuda prevista para os bolseiros deslocados é de 500 euros em Lisboa, 419 no Porto e 338 euros em Coimbra.Em 2026, todos os estudantes deslocados recebem, à partida, cerca de 161 euros mensais para alojamento, valor correspondente a 30 por cento do Indexante de Apoios Sociais.

Quando não há vaga numa residência e é necessário recorrer a alojamento privado, o montante aumenta de acordo com uma tabela definida para cada concelho.

Lisboa surge no topo, com 500 euros, seguida de Cascais, com 488, e Oeiras, com 459. No Norte, o Porto tem um valor de 419 euros, Matosinhos de 395 e Vila Nova de Gaia de 367. Em Coimbra, o apoio ronda os 338 euros.

O custo de vida local passa também a ter peso no cálculo das bolsas, para além das propinas e do alojamento. Para efeitos de referência, estão definidos custos mensais de 212 euros em Lisboa, 192 no Porto e 172 em Coimbra. Para os estudantes que não recebem bolsa, mantém-se em 2026/27 o complemento de alojamento, com um limite máximo correspondente a 50% dos valores previstos para os bolseiros.
Medida vai facilitar a vida aos estudantes 

O presidente da Federação Académica do Porto, Francisco Fernandes, aplaude o fim da exigência de um contrato de arrendamento e frisa que é uma medida transformadora que vai facilitar a vida dos estudantes universitários tenham acesso às bolsas de apoio para o alojamento.
Francisco Fernandes explicou, em declarações à RTP Antena 1, que "o Estado transfere, fazendo uma mea culpa, o valor do complemento do alojamento, e o estudante decide o que faz com esse valor".

No entanto, o presidente da Federação Académica do Porto recorda que o próximo ano letivo será de transição. Não haverá grandes alterações no valor das bolsas e no número de bolseiros.

Francisco Fernandes avisa que o problema vai acontecer no ano letivo seguinte.
"Em 2027/28 poderá haver uma alteração à elegibilidade, ou seja o número de bolsas, e isso é que nos preocupa”.
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