Bombeiros do Salto pedem apoio primeiro-ministro para novo quartel

Os bombeiros do Salto, Montalegre, vão pedir ao primeiro-ministro apoio para a construção do quartel que reivindicam há 18 anos para substituir a "garagem" onde estão instalados, disse hoje o comandante dos voluntários.

Agência LUSA /

Em declarações à Agência Lusa, Orlando Alves acentuou que a corporação, criada há 20 anos, reivindica há 18 da Administração Central ajuda para a construção de um quartel de raiz.

O comandante disse que os bombeiros de Salto vão fazer uma "última tentativa" junto do primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, a quem vai ser enviada uma exposição com os problemas sentidos por esta associação humanitária.

"Se nada for feito, os bombeiros de Salto vão partir para a luta e mostrar a todo o país a pocilga onde vivem", sublinhou.

Depois de muitos anos de reivindicações, os bombeiros de Salto conseguiram que o projecto para o novo quartel fosse aprovado e, em 2000, foi celebrado um protocolo entre o Governo, a câmara de Montalegre e a associação humanitária.

"O quartel foi considerado primeira prioridade técnica desde essa altura. Mas os bombeiros continuam a rua", afirmou o responsável.

O projecto previa um investimento de 400 mil euros por parte do Governo e 150 mil euros da autarquia, que "já estão na conta dos bombeiros", afirmou.

Segundo Orlando Alves, por ser considerado um caso "extraordinário", o projecto chegou mesmo a avançar para concurso público que foi suspenso há dois meses, "porque o novo secretário de Estado da tutela quer averiguar todos os processos".

"Mais este adiamento deixou-nos muito preocupados e conjuntamente com a autarquia local pedimos uma audiência ao secretário de Estado da Administração Interna há um mês e meio, só que até agora ainda não tivemos nenhuma resposta", salientou.

Segundo o comandante, os 61 bombeiros de Salto estão instalados numa "garagem", separada por taipais de madeira para acolher as camaratas, a única casa de banho, a arrecadação e a escola.

"O equipamento e as viaturas estão na rua", frisou.

Orlando Alves referiu ainda que onde estão instalados não há espaço nem para "a escrita do comandante nem da direcção da associação e, por isso, estes têm que levar todos os papéis para casa".

Salientou a "falta de condições de higiene, funcionalidade, operacionalidade e de privacidade entre os bombeiros", que têm que proteger e atender a uma área de 400 quilómetros quadrados, sendo grande parte floresta do Parque Nacional da Peneda Gerês.

Além das más condições, o responsável destacou ainda a falta de viaturas, já que para toda aquela área florestal possui apenas três carros que no total só podem transportar 3.500 litros de água.

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