Bruno Ventura e Pedro Rodrigues disputam liderança da JSD
O líder da JSD/Lisboa, Bruno Ventura, e o vice-presidente nacional daquela juventude partidária, Pedro Rodrigues, disputam este fim-de-semana a liderança da `Jota laranja`, no XIX Congresso da estrutura, que começa sexta-feira em Espinho. Encontrar novas "causas", projectar a JSD para o exterior e apresentar propostas concretas são alguns temas comuns aos dois candidatos.
"A JSD precisa de encontrar uma nova agenda de causas", disse à Lusa Bruno Ventura.
Determinado em fazer da `Jota` uma estrutura "independente e autónoma do PSD nos actos", Bruno Ventura apresenta ao congresso a moção de estratégia "Juventude Afirmativa".
No documento, com mais de 70 páginas, Bruno Ventura define a sua "agenda de causas", colocando o primeiro emprego, a habitação e a educação no topo das prioridades, porque estes são alguns dos principais "desafios" e "problemas" com que os jovens se vêem confrontados.
"Hoje, os jovens não se sentem representados na juventude partidária", reconheceu o actual líder da distrital de Lisboa.
Uma realidade que quer alterar, porque "o PSD só poderá ganhar as legislativas de 2009 se conquistar a juventude".
Assim, entre outras "causas", a JSD deverá apostar no debate das questões que afectam os jovens, apresentando propostas concretas.
"Por exemplo, em relação ao ensino superior, deveria haver a possibilidade dos jovens contraírem empréstimos para pagar os seus cursos superiores, devendo a garantia ficar a cargo do Estado", adiantou.
A promoção do arrendamento jovens nos grandes centros urbanos e nas cidades médias, a aposta na fixação da juventude no interior e o combate ao abandono escolar serão outras das áreas em que o líder da distrital da JSD/Lisboa quer apostar.
"É uma candidatura de ruptura com a actual direcção da JSD", assumiu Bruno Ventura, que abandonou o cargo de vice-presidente da `Jota` há cerca de um ano, em "divergência" com o actual líder da estrutura, Daniel Fangueiro, que não se recandidata ao lugar.
O adversário de Bruno Ventura, Pedro Rodrigues, faz ainda parte da direcção da JSD, aquela que considera ser "a maior juventude partidária" portuguesa.
Reconquistar "o espaço político dentro do partido" e projectar a JSD "para fora" são alguns dos objectivos defendidos por Pedro Rodrigues.
"Os próximos dois anos vão ser fundamentais para a JSD", defendeu, sublinhando a necessidade da `Jota` "romper com as fronteiras do politicamente correcto" e ser mais "irreverente".
"Daqui a dois anos, a JSD tem de estar completamente diferente", salientou.
Tal como o seu adversário, Pedro Rodrigues quer também definir "bandeiras e causas" pelas quais a JSD se deve bater, elegendo, entre outras questões, o desemprego, a habitação e o ensino superior.
"Temos de reinventar o nosso registo", afirmou à Lusa Pedro Rodrigues, que leva ao congresso a moção "Agarrar o Futuro".
"É tempo de encontrar alternativas para o nosso país. É tempo de agarrar o futuro. Com ousadia, determinação e convicção. Este congresso deve, assim, abrir um novo ciclo, Um ciclo em que a nossa prioridade seja Portugal.
Iniciaremos neste congresso a construção de uma política alternativa para Portugal", defende Pedro Rodrigues no documento.