Buscas da Judiciária incidem sobre o Grupo Visabeira

Investigadores da Polícia Judiciária, acompanhados por operacionais da Brigada Fiscal da GNR, desencadearam esta terça-feira um conjunto de buscas nas diferentes empresas do Grupo Visabeira. As diligências incidem sobre entidades empresariais de todo o país e assentam em suspeitas de crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal.

RTP /
Os investigadores terão pedido aos funcionários da Visabeira para se absterem de utilizar telemóveis ou telefones RTP

A operação da Polícia Judiciária, coordenada pela Direcção Central de Investigação e Acção Penal, estendeu-se a empresas de todo o país, incluindo o grupo Visabeira, com sede em Viseu. Na base das diligências estarão suspeitas da prática de crimes económicos, designadamente branqueamento de capitais e fuga ao fisco.

Fontes do grupo confirmaram à reportagem da RTP a presença de elementos da polícia de investigação criminal e da Brigada Fiscal da GNR nas instalações de Viseu. As buscas, adiantaram as mesmas fontes, estarão relacionadas com a empresa de cerâmica Cerutil, destacada para as ofertas públicas de aquisição sobre a Bordalo Pinheiro e a Vista Alegre.

De acordo com o jornalista da RTP Jorge Bastos, que está a acompanhar as diligências da Polícia Judiciária em Viseu, os investigadores terão pedido aos funcionários da Visabeira para se absterem de utilizar telemóveis ou telefones. O objectivo é evitar contactos entre as diferentes entidades do grupo espalhadas pelo país.

Durante as buscas, desencadeadas no quadro da Operação Furacão, terão sido apreendidos computadores e documentos com dados sobre operações do Grupo Visabeira.

A administração da Visabeira está a preparar um comunicado sobre as diligências conduzidas pela Polícia Judiciária.

 

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