Buscas em casa de Robert Murat passam despercebidas à maioria dos turistas
As buscas que hoje decorrem na residência de Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento de Madeleine McCann em Lagos, têm passado despercebidas à maioria dos turistas de férias naquela localidade do barlavento algarvio.
Em declarações à agência Lusa vários turistas, que dizem conhecer o caso e que o tem acompanhado nos seus países de origem, afirmam desconhecer o local exacto do desaparecimento da criança britânica e mostram-se espantados pela proximidade das zonas onde desfrutam das suas férias.
Um dos casais britânicos abordados pela agência Lusa disse que o caso em nada afectou a vigilância que dedicam aos seus próprios filhos e que sempre "foram muito cuidadosos na sua segurança, não descurando um minuto sequer a atenção sobre eles".
No entanto, apesar de referirem que o mediatismo do caso levou a maior ponderação sobre o destino de férias acabaram por concluir que Portugal é considerado um país seguro porque este "é um caso isolado".
Alguns turistas que passam junto à casa Liliana questionam os jornalistas, perante o aparato de câmaras de televisão e carros de exteriores, sobre o que se está a passar e quando são informados mostram-se algo surpreendidos e alguns dizem mesmo nunca ter pensado que estes casos estivessem tão perto.
Desde o início da manhã de hoje que decorrem buscas na casa de Robert Murat, o único arguido no caso do desaparecimento da menina britânica na praia da Luz.
Estas buscas são para confirmar ou não eventuais indícios surgidos na investigação ao desaparecimento da menina britânica, disse à Lusa fonte ligada à investigação.
A mesma fonte referiu ainda que a medida de coacção aplicada a Robert Murat (termo de identidade e residência), o único arguido, poderá vir a ser agravada no âmbito desta diligência.