Calor. Proteção Civil coloca 13 distritos sob alerta vermelho

por RTP
A Proteção Civil salientou a importância de “aumentar a vigilância e a fiscalização” por terra e por ar Pedro Nunes - Reuters

O calor que se vai fazer sentir nos próximos dias levou a Proteção Civil e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a darem, esta terça-feira, uma conferência de imprensa conjunta na qual alertaram para as medidas preventivas a implementar. A ANPC vai passar 13 distritos do país a estado especial de alerta de nível vermelho por causa do tempo quente e do risco de incêndios. Os termómetros deverão chegar aos 40 graus em vários locais.

Os distritos sob alerta vermelho entre as 00h00 de quarta-feira e 23h59 de domingo são Aveiro, Braga Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Porto, Santaré, Viana do Castelo Vila Real e Viseu.

Já Beja, Faro, Évora, Lisboa e Setúbal passam a estar sob o alerta especial laranja.

“Estamos perante aquele que pode ser considerado o período com maior risco de incêndio derivado não só dos comportamentos das pessoas em espaços rurais, mas também daquilo que é a dificuldade do combate”, explicou, no final da conferência de imprensa, o comandante nacional da Proteção Civil, Duarte Costa.

“Apelo a todas as pessoas para evitarem comportamentos de risco e para evitarem todo o comportamento que tenho o uso do fogo em espaços rurais, porque a única forma de garantirmos que não vai haver incêndios é se não houver ignições”.

Duarte Costa referiu ainda que existem mais de 11 mil operacionais que estão em todo o território “a postos para qualquer tipo de resposta que venha a ser solicitada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Dias e noites quentes
No fim de semana, no território continental “prevêem-se valores de temperatura bastante elevados, que poderão atingir cerca de 40 graus na região Sul e Vale do Tejo”, sendo que na maioria do território os termómetros ultrapassarão os 30 graus de temperatura máxima, explicou Nuno Moreira, meteorologista do IPMA.

As noites também vão ser quentes, com as temperaturas mínimas nunca inferiores aos 20 graus na maioria dos distritos.

“A combinação destes parâmetros resulta em valores elevados do perigo meteorológico de incêndio e, consequentemente, de risco muito elevado e máximo numa grande parte do território”, acrescentou.
"Educação para o risco"
“A principal medida que existe no país (…) dentro daquilo que é a prevenção, é a educação para o risco”, pois “as pessoas têm de ter consciência de que têm de ser agentes da proteção civil”, considerou Carlos Mourato Nunes, presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O alerta vermelho hoje ativado tem o objetivo de diminuir o grau de risco ao levar a uma adoção de medidas preventivas por parte da população.

Mourato Nunes salientou a importância de “aumentar a vigilância e a fiscalização” por terra e por ar, algo que a Proteção Civil se compromete a fazer durante os próximos dias.

“Isto é extremamente importante e é uma alteração substantiva relativamente à metodologia que vinha sendo seguida, em que apenas fazíamos vigilância aérea”, acrescentou.

A ANPC considera a sensibilização da população um fator essencial e defende que “não se pode arriscar” nem ter comportamentos de risco perante o agravamento das condições meteorológicas.

“É esta linha de pensamento que está subjacente a todas as ações”, frisou Mourato Nunes, que elogiou ainda o “excelente trabalho que tem sido feito ao longo do ano pelos agentes de Proteção Civil”, bombeiros e restantes operacionais.
GNR reforça patrulhamento
A GNR é outra das entidades que, esta terça e quarta-feira, irá reforçar a vigilância, fiscalização e o patrulhamento terrestre em todo o território continental de modo a prevenir incêndios florestais.

A GNR lembra que, no período crítico de calor, é necessário continuar a adotar as medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, pelo que irá sensibilizar a população para as proibições nos espaços florestais e agrícolas, nomeadamente fazer queimas ou queimadas, fumar, fazer lume ou fogueiras, lançar foguetes e balões de mecha acesa e fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

Outras proibições incidem sobre a circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Atendendo aos perigos de incêndio, a GNR aconselha ainda população a que, em caso de incêndio, ligue de imediato para o 112, transmitindo de forma sucinta e precisa a localização, a dimensão estimada e a forma de acesso mais rápida ao local;

c/ Lusa
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