Câmara de Arcos Valdevez ameaça com tribunais para travar fusão de escolas
O vereador da Educação na Câmara de Arcos de Valdevez, Pedro Teixeira, ameaçou avançar para os tribunais para impugnar a decisão da DREN de fundir as escolas EB 2,3 e Secundária da sede do concelho.
"Consideramos que se trata de um perfeito disparate e, como tal, estamos dispostos a tudo para travar essa intenção. Se for preciso, vamos para os tribunais", disse o autarca à agência Lusa.
Segundo Pedro Teixeira, a intenção da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) é fundir aquelas duas escolas e criar um único agrupamento, cujo conselho executivo teria que gerir cerca de 2500 alunos, 420 professores e funcionários e 28 edifícios.
"Seria criada uma megaestrutura que vai contra todos os princípios das políticas educativas", frisou.
Lembrou ainda que, a concretizar-se a fusão daquelas duas escolas, isso implicaria o convívio no mesmo edifício de alunos entre os 09 e os 20 anos, "idades muito díspares que, por vezes, podem dar azo a situações complicadas".
"Além disso, a fusão significaria a completa adulteração da Carta Educativa do concelho, aprovada a 20 de Dezembro", acrescentou o vereador, por entre críticas à DREN por "nunca ter ouvido" a câmara em todo este processo.
Hoje de manhã, os portões das duas escolas, que são contíguas, apareceram fechados a cadeado, num gesto alegadamente da autoria dos alunos para contestar a eventual fusão.
"Fusão só gera confusão", defendiam os contestatários, quer nos cartazes que ostentavam, quer nas palavras de ordem que proferiam.
Os cadeados foram retirados após a intervenção da GNR e dos bombeiros, mas alunos, encarregados de educação e Câmara Municipal garantem que a luta vai continuar.
"A DREN fundamenta a decisão com base num parecer da Área Educativa de Viana do Castelo, que diz que isso contribuirá para a uma melhor integração dos alunos e para a qualidade do ensino, mas para nós por detrás disto tudo só poderá estar uma razão economicista", sustentou Pedro Teixeira.
A agência Lusa tentou ouvir a DREN sobre este problema, mas sem sucesso até ao momento.