Câmara de Lisboa avança com quinto turno para sapadores bombeiros apesar de ameaça de novos protestos
Lisboa, 03 jan (Lusa) - A autarquia de Lisboa reiterou hoje a decisão de introduzir cinco turnos para os sapadores bombeiros, após ameaça do sindicato em avançar com novos protestos se esta medida for adotada.
Em comunicado hoje divulgado, a Câmara de Lisboa reafirmou que mantém a decisão de introduzir cinco turnos, "o que implica uma reorganização interna deste serviço municipal, garantindo que ao socorro serão sempre afetos os meios técnicos e humanos necessários", uma medida que já foi aplicada noutras autarquias.
Os sapadores bombeiros de Lisboa, que hoje cumprem mais um dia da greve convocada até dia 08, poderão decidir novos protestos caso a Câmara mantenha a intenção de criar um quinto turno de trabalho, admitiu fonte sindical.
Em declarações à Lusa, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) António Pascoal referiu que "está tudo em cima da mesa" sobre a eventualidade de novos protestos, uma decisão que "cabe aos trabalhadores".
No final da greve dos bombeiros sapadores, que tem registado, segundo o sindicato, adesões superiores a 95 por cento, "os trabalhadores vão decidir [se haverá novos protestos], caso a Câmara não arrepie caminho" na intenção de criar um quinto turno de trabalho. O responsável referiu no entanto que os trabalhadores têm "esperança que a Câmara recue nesta decisão".
Na mesma nota, a autarquia de Lisboa garantiu que a greve do Regimento de Sapadores Bombeiros "não coloca em causa a segurança de pessoas e bens", uma vez que "estão a ser integralmente assegurados os serviços mínimos definidos".
Avançando que a adesão à greve oscila entres os 55 e os 81 por cento, o município afirmou que "estão a ser integralmente assegurados os serviços mínimos definidos para a prestação de socorro à cidade".