Câmara de Lisboa debate construção de torre de 17 andares na Avenida Fontes Pereira de Melo

Lisboa, 13 jan (Lusa) -- A Câmara de Lisboa vai debater na quarta-feira a construção de uma torre de escritórios e comércio com 17 andares na Avenida Fontes Pereira de Melo e de um parque de estacionamento subterrâneo com 243 lugares na mesma zona.

Lusa /

A proposta, assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, a que a agência Lusa teve acesso, especifica que se trata de uma torre com uma altura da fachada e da edificação de 67,65 metros e de um parque com seis pisos de estacionamento subterrâneo, com capacidade para 194 lugares de estacionamento privativo e 49 de uso público.

A área de intervenção do projeto, de 2.141,54 metros quadrados, abrange quatro prédios urbanos, nos números 39, 41 e 43 da Avenida Fontes Pereira de Melo e no número 2 da Avenida 5 de Outubro.

O local está integrado na Zona de Proteção do Metro, Zona de Proteção da Maternidade Alfredo da Costa, Zona de Proteção dos Imóveis - Casa de Malhoa/Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e Zona de Intervenção do Aeroporto de Lisboa, pelo que a Câmara consultou entidades como a Direção-Geral do Património Cultural, a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o Metropolitano de Lisboa, as quais emitiram pareceres favoráveis à execução da obra.

"A proposta prevê ainda a alteração das vias (interrupção da circulação automóvel na Avenida 5 de Outubro e da Rua Viriato em frente ao quarteirão da Maternidade Alfredo da Costa), criando um novo espaço público (praça) na envolvente", bem como "a permuta com a Câmara Municipal, de uma área de terreno com 192,03 metros quadrados".

Caso a proposta seja aprovado pelo executivo municipal (de maioria socialista), o licenciamento da obra estará condicionado, entre outros fatores, "à execução das obras de urbanização decorrentes das alterações ao sistema viário", assim como às intervenções para a "alteração à praça entre a Maternidade Alfredo da Costa e a Avenida Fontes Pereira de Melo".

O projeto, da autoria do ateliê Barbas Lopes Arquitetos para um concurso de ideias promovido pela Torre da Cidade (proprietária), esteve em consulta pública entre 27 de novembro e 19 de dezembro, período durante o qual se registaram 12 participações e dois debates públicos.

De acordo com a memória descritiva do projeto, disponibilizada no `site` da Câmara de Lisboa, o objetivo é que a torre seja "um emblema de futuro" e que atraia empresas que têm deslocado a sua atividade para fora de Lisboa.

Já com a praça, pretende-se aumentar a "área de espaço público qualificado de acesso pedonal" e, também, "articular tempos históricos" de espaços ali à volta, como a Casa de Malhoa, a Maternidade Alfredo da Costa, o Hotel Sheraton e o Centro Comercial Imaviz.

Em meados de dezembro, a Associação de Moradores das Avenidas Novas contestou a obra, defendendo que a Câmara deve antes salvaguardar o património ali existente.

Tópicos
PUB