Câmara de Lisboa equipa casa de tetraplégica com plataformas elevatórias

A Câmara Municipal de Lisboa equipou hoje a casa de uma doente tetraplégica com duas plataformas elevatórias que lhe permitirá uma maior mobilidade, no âmbito do programa Casa Aberta.

Agência LUSA /

Júlia Lourenço, 50 anos, é portadora de esclerose múltipla e movimentava-se há oito anos numa cadeira elevatória, também cedida pela autarquia, mas o seu estado de saúde agravou-se e a doente ficou com a mobilidade muito reduzida.

"Tivemos de substituir a cadeira elevatória pelas plataformas elevatórias para que a doente tivesse mobilidade", disse à agência Lusa Pedro Garcia e Costa, assessor do vereador da Acção Social Sérgio Lipari Pinto.

Segundo a mesma fonte, a situação de Júlia Lourenço, que vive na freguesia de São João, tem vindo a ser acompanhada pelos serviços sociais da autarquia, que seguem todos os casos das pessoas abrangidas pelo programa.

Criado em 1990, o programa Casa Aberta destina-se aos moradores de edifícios municipais ou particulares do concelho de Lisboa, com dificuldades em movimentar-se por problemas motores ou outros.

O objectivo é tornar mais independentes as pessoas com problemas de mobilidade, adaptando muitas vezes as suas casas e também os acessos à via pública.

Pedro Garcia e Costa adiantou que no ano passado a autarquia realizou 14 obras ao abrigo do programa e existem 41 pedidos que estão a aguardar a visita dos serviços de Acção Social.

"Este ano já fizemos três visitas e temos sete processos a aguardar obra", acrescentou.

Muitos dos pedidos chegam à autarquia através da Liga Portuguesa de Deficientes Motores (LPDM) e da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), que têm protocolos com a câmara, mas também das juntas de freguesia que sinalizam várias situações.

As pessoas que queiram ter acesso ao programa também podem fazê-lo individualmente, expondo o seu caso aos serviços camarários de Acção Social.


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