Câmara de Montalegre devolve facturas do consumo de iluminação pública à EDP

A Câmara de Montalegre anunciou hoje que vai devolver as facturas de consumo de iluminação pública à empresa eléctrica EDP, alegando que a empresa está a cobrar mais horas do que o horário indicado pela autarquia.

Agência LUSA /

O presidente da câmara, Fernando Rodrigues, afirmou que a EDP não está a respeitar o horário indicado pela autarquia de Montalegre, pelo que "é frequente ver a luz acesa no concelho ainda de dia".

"Os municípios pagam a iluminação pública à EDP, todavia não podem controlar o acender e o apagar das luzes", sublinhou.

Para Fernando Rodrigues, ao não responder com eficiência às alterações dos relógios que regulam a ligação das luzes no concelho, a EDP está a "roubar os cofres do município desperdiçando simultaneamente a energia".

Referiu ainda que "a empresa não possui pessoal necessário para efectuar as devidas alterações nos postes de iluminação pública, nem sequer instala células que funcionariam com a luz solar porque se trata de um investimento significativo".

"Ora, quem paga são as câmaras e lá aparece, muitas vezes durante o dia, o lampião aceso", salientou.

O autarca garantiu que vai denunciar "estas falhas" da EDP ao Ministério da Economia e à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

"Esta empresa não presta atenção aos sucessivos alertas desta autarquia. É que isto não é um acidente ou avaria. É uma prática que somada representa milhares de euros por ano", afirmou.

Fonte da EDP Distribuição disse à Agência Lusa que a empresa eléctrica ainda não teve conhecimento desta decisão da autarquia transmontana, mas frisou que a EDP está a proceder à renovação de alguns equipamentos da rede de iluminação pública do concelho, designadamente dos relógios que controlam a ligação das luzes.

As queixas da câmara de Montalegre contra a EDP são frequentes e, já em Novembro, a autarquia acusou a empresa eléctrica de tratar de forma "negligente e desprezível" aquele concelho, onde "frequentemente" se registariam falhas no abastecimento de electricidade.

Na altura, Fernando Rodrigues criticou o "estado de abandono e negligência" em que se encontrava a rede eléctrica em Montalegre, um dos concelhos que, segundo frisou, "mais energia produz" através das cinco barragens que a EDP ali instalou.

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