Câmara de Silves suspende dois funcionários suspeitos de irregularidades financeiras

A presidente da Câmara de Silves anunciou a suspensão de dois funcionários da autarquia, no âmbito do inquérito para apurar eventuais irregularidades contratuais e financeiras, na adjudicação de obras a empresas de construção civil.

Agência LUSA /

Em conferência de imprensa, onde Isabel Soares, se limitou a ler um comunicado, a autarca anunciou que na sequência do inquérito, "foram instaurados cinco processos disciplinares, que resultaram na suspensão de dois funcionários camarários, no arquivamento de outros dois e outro a ser enviado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, para decidir da sanção a aplicar".

Em despacho de 05 de Julho de 2006, a autarca ordenara um inquérito à Divisão de Serviços Urbanos e Ambiente, para apurar responsabilidades nas concessões de obras de saneamento básico a uma empresa de construção.

De acordo com a vereação comunista, que na altura denunciou as alegadas irregularidades, tratou-se de concessões efectuadas à margem da lei, por terem dispensado concurso e se referirem a obras entretanto não efectuadas.

Isabel Soares recusou falar sobre os fundamentos dos processos disciplinares, acrescentando que "dá por encerrada esta etapa, com a plena consciência do dever cumprido" e explicou, que os processos disciplinares agora concluídos vão ser enviados para as "autoridades competentes"- Inspecção Geral de Finanças, Inspecção Geral da Administração do Território, Tribunal de Contas, Polícia Judiciária e Ministério Público.

"Apuraram-se os factos e as responsabilidades devidas", disse a autarca.

Escusando-se responder às perguntas dos jornalistas, a presidente da autarquia disse ainda que "continuará a colaborar com as entidades judiciárias" que investigam as suspeitas de "favorecimento e eventuais casos de corrupção naquela autarquia do Algarve.

Em 29 de Novembro de 2006 e no âmbito da investigação, inspectores da Polícia Judiciária (PJ) realizaram buscas em computadores e gabinetes daquela Câmara algarvia, incluindo o espaço utilizado pela presidente da autarquia, Isabel Soares (PSD).

Recusando qualquer responsabilidade, Isabel Soares garante ser "a pessoa mais interessada em que tudo se esclareça o mais rapidamente possível".

O inquérito interno foi espoletado após a Direcção de Finanças de Faro ter solicitado esclarecimentos sobre facturações de trabalhos da empresa Viga d`Ouro àquela autarquia, em tranches de apenas cinco mil euros por cada empreitada realizada, de forma a dispensar o concurso público.


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