Câmara de Sintra estende estacionamento pago a mais freguesias e às praias Grande e das Maçãs

Câmara de Sintra estende estacionamento pago a mais freguesias e às praias Grande e das Maçãs

A Câmara de Sintra vai aumentar os preços de estacionamento e estender zonas tarifadas a duas das maiores praias do concelho. A decisão foi aprovada em reunião de Câmara e prevê a criação ou ampliação de zonas com parquímetros em várias freguesias do concelho.

Arlinda Brandão - Antena 1 /

Fotografia: Arlinda Brandão - Antena 1

A medida prevê zonas com parquimetros nas freguesias de Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins, Belas, Cacém e São Marcos, Massamá e Monte Abraão, Rio de Mouro, Sintra e Queluz.

As praias Grande e das Maçãs, também está previsto terem zonas com parquímetros, nos parques de estacionamento existentes, ou nas vias de acesso ao areal, de junho a setembro.

Na proposta, aprovada por maioria (PSD/IL/Chega), com votos contra do PS, justifica-se a regulação com "o incremento estrutural de estacionamento nas áreas urbanas do concelho e, em especial, nas áreas de pressão turística e balnear".
Na reunião da última Assembleia Municipal, o presidente da Câmara Municipal de Sintra Marco Almeida sobre os parquímetros nas freguesias urbanas e na zona do litoral, disse que não estão "definidas ainda as zonas concretas", um trabalho "a desenvolver" com os presidentes das juntas de freguesia.

O Cabo da Roca, outro ponto turistico do concelho vai também ter reorganizado o estacionamento.

Na proposta de aumento tarifário, refere-se que, desde 2014, as tarifas à superfície só sofreram "um pequeno aumento" no início de 2025 e que o valor praticado em algumas zonas, "por ser atrativo", motiva ao estacionamento de quem vai trabalhar, originando reclamações de residentes.

Na última Assembleia Municipal, ouviram-se criticas de Rogério Cassona (CDU) que considerou que "a expansão desenfreada de zonas de estacionamento tarifado no concelho" constitui um "ataque direto à qualidade de vida dos residentes, à viabilidade do comércio local e ao direito fundamental de acesso ao espaço público". E que nesta altura de crise económica o impacto ainda é maior.
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