Câmara permite habitação e zonas verdes onde antes se jogava futebol
A Câmara do Porto investiu dois milhões de euros nos arruamentos necessários para executar a segunda fase do Plano de Pormenor das Antas (PPA), que prevê um pólo habitacional no local do antigo estádio do FC Porto.
Numa visita à zona, para assinalar o termo das infra- estruturas, o vereador de Urbanismo, Lino Ferreira, disse hoje que esta segunda fase do PPA prevê também o aproveitamento de uma mancha arbórea (antiga Quinta do Salgueiro) para instalar um parque urbano e a construir um equipamento social.
O autarca não avançou qual o tipo de equipamento social, nem adiantou datas para a concretização destes dois investimentos, ambos da responsabilidade da Câmara do Porto.
Referindo-se à área destinada à habitação, dinamizada por privados, Lino Ferreira referiu que o índice de construção previsto no actual Plano Director Municipal (PDM) não permite edificações como a Torre das Antas, com 14 andares, situada no extremo ocidental da nova zona urbana.
Segundo dados do promotor de um primeiro conjunto de edificações, nos terrenos do antigo Estádio das Antas, os blocos habitacionais terão um máximo de sete pisos.
A primeira fase do PPA centrou-se nas infra-estruturas necessárias para garantir acessibilidades ao novo Estádio do Dragão, palco de abertura do Campeonato Europeu de Futebol, em 2004.
O PPA foi negociado entre a Câmara do Porto, numa altura em que a autarquia era liderada pelo PS, e o Futebol Clube do Porto para viabilizar a construção do Estádio do Dragão em terrenos anexos ao entretanto demolido Estádio das Antas.
No princípio do seu primeiro mandato, o actual presidente social-democrata, Rui Rio, questionou a densidade de construção prevista no PPA, autorizada pelo seu antecessor Nuno Cardoso, e abriu uma "guerra fria" com o FC Porto.
Pinto da Costa mandou mesmo suspender temporariamente as obras do novo Estádio do Dragão, pondo em risco a realização do Euro 2004, diferendo que acabaria por ser sanado com cedências da autarquia portuense e do empreendedor imobiliário - o Grupo Amorim - após intervenção do Presidente da República, Jorge Sampaio.