Cancelamento de voo da Ryanair deixa dezenas retidos no Aeroporto Sá Carneiro

Dezenas de pessoas estão retidas no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto, devido ao cancelamento de última hora de um voo da Ryanar para Londres, disseram à Lusa vários passageiros.

Agência LUSA /

O voo, com partida prevista para as 21:15, foi cancelado alegadamente devido à greve dos controladores aéreos franceses, mas nenhum dos passageiros foi previamente avisado desta decisão.

Os primeiros passageiros a chegar ainda conseguiram preencher as vagas existentes num outro voo da Ryanair que partiu às 20:30 para Liverpool, mas os restantes ficaram retidos no Sá Carneiro, com garantia de voo apenas na quinta-feira.

Esta situação deixou vários passageiros sem possibilidade de apanhar voos previstos em Londres, como é o caso de Ene e Kristi Parks, mãe (44 anos, professora) e filha (18 anos estudante), que às 06:45 deveriam apanhar em Londres um voo de ligação para a sua terra natal, a Estónia.

Ene Parks referiu que a Ryanair não garante qualquer solução que lhes permita apanhar o voo da Easyjet já comprado para a ligação Londres-Estónia.

Para além de terem de comprar um novo bilhete para aquela ligação, mãe e filha não sabem também quantos dias terão de esperar em Londres para conseguirem viajar de regresso a casa, porque "para os próximos tempos já devem estar os voos todos cheios".

Pedro Marques e Dina Sanchezs, um casal de brasileiros de férias na Europa, devia apanhar também às 06:45, em Londres, um voo para Berlim, que também perderá qualquer validade caso não compareçam à hora de partida.

"Só nos garantem voo quinta-feira. Até aí teremos de suportar todos os custos de ficarmos retidos aqui, nomeadamente hotéis e alimentação, para além do preço de um novo bilhete para Berlim. E a única coisa que a Ryanair assegura é a devolução do preço do seu bilhete para Londres", disse Pedro Marques.

José Amorim, Nuno Medeiros e Simão Tavares, três estudantes portugueses de 20 anos, pretendiam fazer em Londres às 10:30 a ligação para Roma, onde já têm as férias pagas para os próximos dias, mas arriscam-se a ter de ficar em terra.

A Lusa tentou obter uma reacção da Ryanair a esta situação, mas até ao momento tal não foi possível.

A greve dos controladores aéreos franceses obrigou também a TAP e a PGA a cancelarem hoje dois e três voos com destino a Paris, respectivamente.

No caso da PGA, foi cancelado um voo Porto/Paris e outros dois que asseguravam a ligação entre Lisboa e Marselha e Lisboa e Lyon, explicou à Lusa fonte da empresa, acrescentando que nos restantes voos diários Porto/Paris registaram-se atrasos de duas horas.

Em todo o caso, "os passageiros foram protegidos, ou seja, todos foram transportados noutros voos da companhia", assegurou a fonte.

O porta-voz da TAP garantiu que as perturbações "ocorreram dentro do previsto", precisando que, dos cinco voos diários Lisboa/Paris, um foi cancelado, tendo também sido anulada uma das três ligações Porto/Paris.

Admitindo a existência de "alguns atrasos na operação, que em média não ultrapassaram uma hora", o responsável salientou que "os passageiros foram protegidos nos voos restantes".

PUB