CAP pede apoios junto ao Parlamento: "Sem um sinal, muitos agricultores não iniciam produção"

CAP pede apoios junto ao Parlamento: "Sem um sinal, muitos agricultores não iniciam produção"

A Confederação dos Agricultores de Portugal concentra-se esta manhã junto à Assembleia da República, em Lisboa, para pedir medidas de apoio ao setor. O secretário-geral da CAP estima as ajudas em 140 milhões de euros e rejeita que ponham em causa as contas públicas.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Nuno Patrício - RTP

A pensar no aumento dos custos de produção, uma delegação da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai concentrar-se esta segunda-feira, pelas 11h30, junto à Assembleia da República. Em declarações à RTP Antena 1, o secretário-geral da CAP apontou que Espanha ajudou os agricultores e "Portugal não o fez na mesma ordem de grandeza".

Luís Mira vê por isso a necessidade de um pacote que estima em 140 milhões de euros, numa altura em que se discute o Orçamento do Estado do próximo ano. "Não é isso que desequilibra as contas do Estado português", diz.
O secretário-geral da CAP avisa que os pequenos agricultores vivem no limite. Luís Mira receia que muitos proprietários não consigam manter a produção no resto do ano, e para isso contribui principalmente o preço dos fertilizantes.
"O ponto que nos traz mais dificuldade é a diferença nos fertilizantes", considera Luís Mira, em que o custo "subiu 50% em alguns casos". O responsável deixa o alerta de que, sem medidas, muitos agricultores terão problemas em breve: "Temos agora, em outubro, o começo do ano agrícola, e se estas coisas não forem resolvidas, se não existir um sinal, há muitos agricultores que nem sequer iniciam a sua produção". Isto porque "não conseguem refletir este aumento de custos nos preços dos produtos", justifica Luís Mira, num mercado aberto em que "outros conseguem vender mais barato".

O preço dos fertilizantes e o gasóleo agrícola são alguns dos custos que a CAP apontam como despesas que têm aumentado nos últimos meses, sem a dimensão dos apoios que considera necessária.

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