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Carlos Cruz vai sair em liberdade condicional ainda hoje

Carlos Cruz vai sair em liberdade condicional ainda hoje

O advogado do antigo apresentador de televisão anunciou esta quinta-feira que Carlos Cruz ganhou um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa. Carlos Cruz sairá em liberdade condicional ainda esta quinta-feira, segundo uma fonte prisional contactada pela Agência Lusa.

RTP /
O antigo apresentador cumpria uma pena de seis anos de prisão no Estabelecimento Prisional da Carregueira Hugo Correia - Reuters

Carlos Cruz cumpria desde 2 de abril de 2013 uma pena de prisão de seis anos, acusado de crimes de pedofilia no âmbito do processo Casa Pia. O recurso em causa foi apresentado em março deste ano, quando o Tribunal de Execução de Penas (TEP) lhe recusou o pedido de liberdade condicional entregue pela defesa.

Nessa altura, o TEP sustentava a decisão argumentando que o arguido não tinha mostrado quaisquer sinais de arrependimento nem tinha assumido culpa pelos crimes de que é acusado.

Agora, o Tribunal da Relação dá razão ao ex-apresentador, quando já estão cumpridos dois terços da pena. Durante o tempo efetivo de condenação, Carlos Cruz teve direito a duas saídas precárias da Prisão da Carregueira, em Sintra, de onde deverá sair em liberdade condicional ainda esta quinta-feira.
"Vitória justa"
Carlos Cruz foi acusado de dois crimes de abuso sexual de menores, mas sempre negou as delações que lhe foram dirigidas. Com ele, outros arguidos foram condenados no mesmo processo de antigos alunos da Casa Pia, incluindo Carlos Silvino, Ferreira Dinis e Jorge Ritto.

Em declarações à Agência Lusa, Ricardo Sá Fernandes, advogado de defesa do antigo apresentador de 74 anos, considerou que a decisão do Tribunal da Relação foi "uma vitória justa" e um momento "de grande alegria", que abre mesmo "uma nova linha de jurisprudência".

O advogado adiantou ainda que não sabe efetivamente quando é que Carlos Cruz vai sair da prisão, ou se vai efetivamente sair em liberdade.

Sobre o futuro do processo, Ricardo Sá Fernandes diz que esta decisão inicia "uma nova etapa" para a defesa, sendo agora a principal "batalha" no recurso enviado ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
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