Carreira contributiva vai contar na futura lei das reformas - Sócrates
O primeiro-ministro afirmou hoje que a futura lei para a equiparação da idade da reforma entre o sistema público e o privado terá em linha de conta os anos de carreira contributiva de cada cidadão.
Falando na reunião com os deputados do PS, José Sócrates declarou, segundo fontes da bancada socialista, que a futura lei das reformas "não será cega" e que, durante as negociações com os parceiros sociais, o executivo estará aberto a "proporcionar majorações" para cidadãos com longas carreiras contributivas.
No entanto, o primeiro-ministro considerou a equiparação da idade de reforma entre o sistema público e o privado nos 65 anos "como uma questão de equidade e de justiça", segundo as mesmas fontes.
Nas duas intervenções perante a reunião do grupo parlamentar, o chefe do Governo reconheceu ainda, de acordo com as mesmas fontes, que não terá uma tarefa fácil, mas admitindo que era "expectável a contestação das forças da direita" ao seu executivo.
Sócrates aproveitou então para sustentar que, ao contrário das "forças de direita", o seu Governo "não quer reduzir as prestações sociais ou despedir funcionários públicos", acrescentaram.
Em relação às forças da esquerda, o primeiro-ministro acusou o PCP de estar a ter uma actuação "radical", queixando-se, ainda de acordo com as mesmas fontes, que os comunistas estão a votar contra a maioria dos diplomas provenientes do seu executivo.