País
Carta atira quase 700 funcionários da Segurança Social para a mobilidade
São 662 os funcionários do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social que receberam uma carta que os coloca já em dezembro nos quadros da mobilidade especial da Função Pública. Regime que o Governo classifica agora como "requalificação de efetivos".
O online da RTP sabe que dentro deste universo estão três técnicos de orientação escolar/social, sete enfermeiros, 22 técnicos de terapêutica, 139 docentes e 526 assistentes operacionais.Com a implementação da mobilidade especial e racionalização de postos de trabalho, os funcionários públicos que entrarem no programa logo no primeiro ano ficarão sem exercer qualquer atividade, passando a receber até 60 por cento do valor salarial; no segundo ano recebem 40 por cento, com a promessa de dispensa no terceiro.
Atualmente, o Instituto da Segurança Social (ISS) trata de assuntos ligados ao Centro Nacional de Pensões, bem como de 18 Centros Distritais ligados e uma rede de Serviços de Atendimento ao público e às IPSS.
Com um quadro de pessoal de 8442 postos trabalho, o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social pretende ficar com apenas 7780 trabalhadores, indicou à RTP fonte da Segurança Social.
Os atuais funcionários estão a receber presencialmente as cartas de notificação pela mão dos diretores dos núcleos, sem aviso prévio. Os que não se encontravam no serviço vão receber cartas registadas através do correio. O online teve acesso a uma dessas cartas, na qual se sublinha a necessidade de "racionalização de efetivos".
"Enorme secretismo"
Os funcionários visados reuniram-se entretanto em plenário com os sindicatos no Areeiro, em Lisboa, e em Setúbal. Destas reuniões saiu a decisão de levar a efeito um abaixo-assinado a dirigir ao ministro da tutela, Pedro Mota Soares. Esta será apenas uma das primeiras formas de luta, explicou ao online da RTP o dirigente da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) José Abraão.
Foi também marcada para o início da tarde uma manifestação diante das instalações da Segurança Social no Areeiro.
A FESAP assinala que se trata do "maior despedimento dos últimos anos em Portugal" e deixa críticas à forma de como todo o processo está a decorrer. José Abraão lamenta o "enorme secretismo" com que o processo foi conduzido, para avisar que "não é com a anulação destes trabalhos que se vai salvar a economia do país".
A partir do dia 12 de dezembro os atuais funcionários deixam de ter acesso aos serviços do ISS por ordem da chefia, ao abrigo do denominado processo de racionalização de efetivos.
O online da RTP já contactou o gabinete de comunicação do Instituto da Segurança Social que disse não ter nenhum esclarecimento a fazer sobre a matéria.
Atualmente, o Instituto da Segurança Social (ISS) trata de assuntos ligados ao Centro Nacional de Pensões, bem como de 18 Centros Distritais ligados e uma rede de Serviços de Atendimento ao público e às IPSS.
Com um quadro de pessoal de 8442 postos trabalho, o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social pretende ficar com apenas 7780 trabalhadores, indicou à RTP fonte da Segurança Social.
Os atuais funcionários estão a receber presencialmente as cartas de notificação pela mão dos diretores dos núcleos, sem aviso prévio. Os que não se encontravam no serviço vão receber cartas registadas através do correio. O online teve acesso a uma dessas cartas, na qual se sublinha a necessidade de "racionalização de efetivos".
"Enorme secretismo"
Os funcionários visados reuniram-se entretanto em plenário com os sindicatos no Areeiro, em Lisboa, e em Setúbal. Destas reuniões saiu a decisão de levar a efeito um abaixo-assinado a dirigir ao ministro da tutela, Pedro Mota Soares. Esta será apenas uma das primeiras formas de luta, explicou ao online da RTP o dirigente da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) José Abraão.
Foi também marcada para o início da tarde uma manifestação diante das instalações da Segurança Social no Areeiro.
A FESAP assinala que se trata do "maior despedimento dos últimos anos em Portugal" e deixa críticas à forma de como todo o processo está a decorrer. José Abraão lamenta o "enorme secretismo" com que o processo foi conduzido, para avisar que "não é com a anulação destes trabalhos que se vai salvar a economia do país".
A partir do dia 12 de dezembro os atuais funcionários deixam de ter acesso aos serviços do ISS por ordem da chefia, ao abrigo do denominado processo de racionalização de efetivos.
O online da RTP já contactou o gabinete de comunicação do Instituto da Segurança Social que disse não ter nenhum esclarecimento a fazer sobre a matéria.