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Casa para mulheres vítimas de maus tratos aguarda protocolo para abrir

Uma casa de abrigo para mulheres vítimas de maus tratos, criada por iniciativa da Misericórdia de Estremoz, está dependente de um protocolo com a Segurança Social para começar a funcionar, disse hoje o provedor da instituição.

Agência LUSA /

O responsável da Santa Casa da Misericórdia de Estremoz, José Alves Marçal, explicou à Agência Lusa que a instituição aguarda apenas a celebração de um protocolo com a Segurança Social para que sejam garantidas as contratações dos trabalhadores necessários ao funcionamento da casa de abrigo.

O funcionamento da casa de abrigo, destinada a 15 utentes, requer, segundo o provedor, a contratação de uma equipa técnica e de pessoal auxiliar.

"A Misericórdia não tem meios financeiros para suportar sozinha o funcionamento da casa de apoio a mulheres vítimas de maus tratos", realçou.

José Alves Marçal indicou ainda que a equipa técnica para o funcionamento da casa é constituída por uma assistente social, uma psicóloga, uma educadora social e uma responsável pela casa.

A Casa de Santa Isabel-Abrigo e Apoio vai funcionar num edifício da Misericórdia de Estremoz, na Avenida Condessa da Cuba, que beneficiou de obras de remodelação, já concluídas, que custaram cerca de 500 mil euros, com o apoio de fundos da União Europeia, adiantou o responsável.

O provedor da instituição acrescentou que a casa de apoio poderá acolher um total de 15 mulheres maltratadas e filhos que se encontrem a seu cuidado.

O responsável disse ainda que a Misericórdia local, em parceria com a Delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa, vai colocar em funcionamento uma clínica.

"A Clínica Social Rainha Santa Isabel, cujo edifício já se encontra concluído, poderá vir a funcionar em breve, faltando apenas algum equipamento e a concretização de algumas infra-estruturas", adiantou.

O provedor referiu que a clínica deverá integrar, entre outros serviços, um laboratório de análises clínicas, um serviço de imagiologia com diverso equipamento, consultórios para clínicos de diversas especialidades, ficando ainda dotada com um mínimo de 20 camas.

A clínica vai funcionar junto à zona industrial e segundo o responsável poderá vir a incluir um aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e equipamento de osteodensitometria.

A Santa Casa da Misericórdia, que geriu o antigo hospital de Estremoz, é responsável por uma Unidade de Apoio Integrado (UAI), com 15 camas, a funcionar no Centro de Saúde local, em parceria com a Segurança Social.

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