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Casa Pia - Rosa Mota diz que foi pressionada para intecerder contra prisão de Cruz

Casa Pia - Rosa Mota diz que foi pressionada para intecerder contra prisão de Cruz

A coordenadora da equipa policial que investigou o processo Casa Pia disse hoje em tribunal que foi pressionada pelo director da PJ de Lisboa para demover "de qualquer maneira" o Ministério Público a deter o apresentador Carlos Cruz.

Agência LUSA /

Na tarde da 185ª sessão do julgamento, que hoje voltou a ser aberto à c omunicação social, Rosa Mota assegurou que o então director da PJ de Lisboa, Art ur Pereira, quando já estava passado o mandado de detenção de Carlos Cruz, lhe s olicitou "que demovesse de qualquer maneira o Ministério Público de deter" o apr esentador.

De acordo com Rosa Mota, o responsável pela Directoria de Lisboa argume ntou que, no seu entender, não existiam indícios suficientes para proceder à det enção de Carlos Cruz a 31 de Janeiro de 2003.

Rosa Mota garantiu que se manifestou "veementemente contra este pedido" porque, em sua opinião, "existiam indícios mais do que suficientes e, além diss o, a decisão era do MP" e "o mandado já estava emitido". No seu testemunho em julgamento, Rosa Mota revelou outra situação em qu e entende ter sido pressionada, ao dizer que o então subdirector da PJ de Lisboa , Paulo Rebelo, lhe propôs que pusesse a jornalista Felícia Cabrita em contacto directo com Carlos Silvino da Silva porque ela poderia conseguir que o ex-motori sta casapiano (detido recentemente) fizesse revelações para o processo.

A antiga coordenadora da equipa que investigou o processo Casa Pia gara ntiu que se recusou a concretizar os pedidos, por considerar que configuravam pr essões e ingerência inaceitáveis.


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