Caso "Teresa Sousa" com alegações finais a 08 Junho

As alegações finais do julgamento à porta fechada em que a principal arguida é a ex-funcionária da Procuradoria-Geral da República Teresa Sousa, acusada de extorsão e corrupção, entre outros crimes, foram marcadas para dia 08 de Junho.

Agência LUSA /

Fonte do Tribunal Criminal da Boa Hora, Lisboa, adiantou aos jornalistas que o colectivo de juízes, presidido por José Eduardo Martins, agendou ainda para a próxima quarta-feira e para dia 25 de Maio audiências de julgamento destinadas à audição de mais testemunhas de defesa, que começaram hoje a ser ouvidas.

Fonte ligada à defesa disse aos jornalistas, no final da sessão de 05 de Maio, que Teresa de Sousa negou em julgamento todos os crimes de que vinha acusada, com excepção de violação do segredo de justiça.

Segundo a mesma fonte, Teresa de Sousa declarou-se inocente dos crimes de corrupção, extorsão e falsificação, admitindo apenas ter violado o segredo de justiça quando era funcionária da PGR ao passar "informações" ao seu amigo de infância e também arguido neste processo Emílio Branco, de 53 anos.

Teresa Sousa, que, quando era funcionária da Procuradoria tinha acesso a processos em segredo de justiça, justificou a passagem de tais informações a Emílio Branco por "questões de amizade".

Tanto Teresa Sousa como Emílio Branco encontram-se em prisão preventiva - a mais gravosa das medidas de coacção.

Outro dos arguidos é Ana Costa Alves, 43 anos, licenciada em Direito, mas com a inscrição suspensa na Ordem dos Advogados, e que era amiga do empresário e ex-jornalista Artur Albarran, que apresentou queixa às autoridades por alegadamente estar a ser vítima de extorsão.

Ana Costa Alves, figura conhecida da vida social portuguesa e que tem como advogado de defesa Rodrigo Santiago, responde em julgamento por tentativa de extorsão, crime que sempre refutou.

O quarto arguido é António Araújo Monteiro, um antigo sócio do réu Emílio Branco e que terá estabelecido vários contactos até chegar a Albarran.

A acusação imputa a Teresa Sousa o papel de intermediária no alegado caso de extorsão a Albarran, em que teriam sido pedidas verbas avultadas em troca de documentos existentes na Procuradoria-Geral da República que seriam do interesse do empresário.

Entretanto, Teresa Sousa depôs recentemente como testemunha num outro julgamento que tem como arguida Cristina Maltez, antiga assessora principal da Procuradoria, acusada de burla agravada, num caso relacionado com um pedido de empréstimo de 250 mil euros a um empresário.

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