País
Catalina Pestana: Casa Pia de Lisboa destaca legado
O Conselho Diretivo da Casa Pia de Lisboa destaca o legado "particularmente relevante" deixado pela antiga provedora Catalina Pestana, que morreu este sábado aos 72 anos num hospital em Lisboa.
"O seu legado na nossa instituição foi particularmente relevante na defesa intransigente dos Direitos das nossas crianças e jovens", lê-se num comunicado da Casa Pia de Lisboa.
Permaneceu à frente da instituição até maio de 2007, quando o julgamento do caso Casa Pia ainda decorria, para no ano seguinte integrar o projeto de uma "Rede de Cuidadores", contra abusos sobre jovens.
Nascida em 05 de maio de 1947, viveu no Barreiro e fez o liceu em Setúbal, antes de ir estudar Filosofia para a Universidade de Letras de Lisboa.
Em 1975, assumiu a direção do Colégio de Santa Catarina, em Lisboa, funções que exerceu durante cerca de doze anos, até 1987. Depois, começou a dar aulas de Análise Sócio-Histórica da Educação na Faculdade de Motricidade Humana.
O antigo ministro diz que Catalina Pestana deu o rosto por aqueles que não têm voz.
Bagão Félix refere ainda que Catalina Pestana era “uma pessoa de enorme lucidez e infinita coragem”, principalmente durante o processo da Casa Pia.
Um período nada fácil, refere o ex-ministro, em que Catalina Pestana esteve ao lado dos que não tinham poder, perante "poderes se ergueram" contra a Casa Pia.
A direção da instituição manifesta ainda "a sua mais profunda solidariedade à família". O funeral realiza-se no domingo, na igreja da Cruz Quebrada, onde decorrerá também hoje o velório.
A antiga provedora da Casa Pia estava há "várias semanas" internada numa unidade hospitalar em Lisboa e morreu esta noite vítima de uma infeção generalizada, segundo confirmou hoje o advogado da instituição à agência Lusa, Miguel Matias.
Miguel Matias considera que a antiga provedora da Casa Pia de Lisboa fez "um trabalho gigantesco", contra muitas dificuldades, na defesa das vítimas de abusos e da instituição.
De acordo com Miguel Matias, que trabalhou na defesa das vítimas juntamente com Catalina Pestana, a antiga provedora enfrentou as dificuldades do processo de pedofilia na Casa Pia "de peito aberto e sempre preocupada com a defesa das crianças, do bom nome da instituição e dos funcionários", num período que classificou como "muito conturbado e difícil".
Catalina Pestana, frisou, teve sempre em mente "a justiça".
"Foi uma pessoa com quem tive a sorte e o privilégio de trabalhar e de encetar uma amizade que ficou para sempre", disse.
A imagem que fica, referiu, é "de uma pessoa amiga, muito determinada, muito boa" e que "soube reunir uma equipa" para levar a cabo um trabalho para que a defesa das crianças fosse "efetivamente salvaguardada".
De acordo com Miguel Matias, que trabalhou na defesa das vítimas juntamente com Catalina Pestana, a antiga provedora enfrentou as dificuldades do processo de pedofilia na Casa Pia "de peito aberto e sempre preocupada com a defesa das crianças, do bom nome da instituição e dos funcionários", num período que classificou como "muito conturbado e difícil".
Catalina Pestana, frisou, teve sempre em mente "a justiça".
"Foi uma pessoa com quem tive a sorte e o privilégio de trabalhar e de encetar uma amizade que ficou para sempre", disse.
A imagem que fica, referiu, é "de uma pessoa amiga, muito determinada, muito boa" e que "soube reunir uma equipa" para levar a cabo um trabalho para que a defesa das crianças fosse "efetivamente salvaguardada".
Nomeada em 2002
Catalina Pestana foi nomeada em 2002 pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, na altura tutelado por Bagão Félix, provedora da Casa Pia e era uma das vozes de defesa das vítimas do processo de pedofilia que abalou a instituição.
Catalina Pestana foi nomeada em 2002 pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, na altura tutelado por Bagão Félix, provedora da Casa Pia e era uma das vozes de defesa das vítimas do processo de pedofilia que abalou a instituição.
Permaneceu à frente da instituição até maio de 2007, quando o julgamento do caso Casa Pia ainda decorria, para no ano seguinte integrar o projeto de uma "Rede de Cuidadores", contra abusos sobre jovens.
Nascida em 05 de maio de 1947, viveu no Barreiro e fez o liceu em Setúbal, antes de ir estudar Filosofia para a Universidade de Letras de Lisboa.
Em 1975, assumiu a direção do Colégio de Santa Catarina, em Lisboa, funções que exerceu durante cerca de doze anos, até 1987. Depois, começou a dar aulas de Análise Sócio-Histórica da Educação na Faculdade de Motricidade Humana.
Bagão Félix destaca"coragem" e "enorme sensibilidade"
O antigo ministro da Segurança social e do Trabalho, Bagão Felix, fala de Catalina Pestana como uma “portuguesa de eleição e uma grande senhora”.
Catalina Pestana foi nomeada em 2002 pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, na altura tutelado por Bagão Félix, provedora da Casa Pia e era uma das vozes de defesa das vítimas do processo de pedofilia que abalou a instituição.
O antigo ministro da Segurança social e do Trabalho, Bagão Felix, fala de Catalina Pestana como uma “portuguesa de eleição e uma grande senhora”.
Catalina Pestana foi nomeada em 2002 pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, na altura tutelado por Bagão Félix, provedora da Casa Pia e era uma das vozes de defesa das vítimas do processo de pedofilia que abalou a instituição.
O antigo ministro diz que Catalina Pestana deu o rosto por aqueles que não têm voz.
Bagão Félix refere ainda que Catalina Pestana era “uma pessoa de enorme lucidez e infinita coragem”, principalmente durante o processo da Casa Pia.
Um período nada fácil, refere o ex-ministro, em que Catalina Pestana esteve ao lado dos que não tinham poder, perante "poderes se ergueram" contra a Casa Pia.
Marcelo realça marca na luta pelos direitos das crianças
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que a antiga provedora da Casa Pia de Lisboa, Catalina Pestana, "marcou a luta pelos direitos das crianças em Portugal".
Na página da Presidência na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que Catalina Pestana "foi a primeira mulher a assumir a direção da centenária Casa Pia de Lisboa, num dos momentos mais difíceis que a instituição atravessou".
"Catalina Pestana, professora e cuidadora, nunca desistiu de combater pelas causas em que acreditava, nomeadamente a defesa das crianças acolhidas. Depois da Casa Pia encarregou-se da refundação da Casa do Gaiato de Lisboa", acrescenta.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda assim "a sua coragem no desempenho das funções profissionais e genuinidade com que tratava todos com quem convivia".
Na página da Presidência na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que Catalina Pestana "foi a primeira mulher a assumir a direção da centenária Casa Pia de Lisboa, num dos momentos mais difíceis que a instituição atravessou".
"Catalina Pestana, professora e cuidadora, nunca desistiu de combater pelas causas em que acreditava, nomeadamente a defesa das crianças acolhidas. Depois da Casa Pia encarregou-se da refundação da Casa do Gaiato de Lisboa", acrescenta.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda assim "a sua coragem no desempenho das funções profissionais e genuinidade com que tratava todos com quem convivia".