Cavaco Silva lembra Magalhães Mota enquanto fundador da democracia e "combatente pela liberdade"

O Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou Joaquim Magalhães Mota, ex-dirigente histórico do PSD que morreu esta quarta-feira, aos 72 anos, como um "combatente pela liberdade" e "um dos fundadores do regime democrático português".

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"Personalidade cívica de primeiro plano da vida nacional, o dr. Magalhães Mota foi um dos fundadores do regime democrático português", lê-se na mensagem de condolências enviada pelo Presidente à família do fundador do então PPD, em 1974, partido a que também pertence Cavaco Silva, embora com militância suspensa para concorrer às presidenciais.

Na mensagem, Cavaco Silva recorda Magalhães Mota como um "combatente pela liberdade, político corajoso na defesa de uma democracia de tipo ocidental para Portugal" e como um "advogado que sempre se bateu pela causa dos direitos dos cidadãos".

"O seu exemplo permanecerá como modelo de homem público, cuja memória devemos saber honrar", conclui o Chefe de Estado.

José Magalhães Mota, um dos três fundadores do PPD, faleceu hoje no Hospital da Luz, em Lisboa, vítima de doença prolongada.

O corpo de Magalhães Mota está em câmara ardente a partir das 16:00 na Basílica da Estrela, onde será celebrada às 14:30 de quinta-feira uma missa de corpo presente, seguindo-se o funeral para o Cemitério do Alto de S. João.

Nascido em Santarém em 1935, licenciado em Direito em Lisboa, pertenceu à Ala Liberal juntamente com Pinto Balsemão e foi um dos fundadores em 1974 (juntamente com Sá Carneiro e Pinto Balsemão) do então PPD.

Foi ministro da Administração Interna no I Governo Provisório, no II exerceu a função de ministro sem pasta e no VI foi ministro do Comércio, tendo sido ainda deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República entre 76 e 79 pelo PSD e a partir de 1980 pela ASDI.


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