Cavaco Silva quer escolaridade obrigatória até ao 12.º ano

O Presidente da República quer o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano. Para Cavaco Silva, trata-se de uma medida "fundamental para o desenvolvimento e progresso" do país.

RTP /
Cavaco Silva e Maria de Lurdes Rodrigues, ideias diferentes para o percurso escolar André Kosters, Lusa

Foi durante a cerimónia que marcou a inauguração da Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa, após as obras de modernização do edifício, que o Presidente da República considerou o alargamento até ao 12.º ano uma medida "fundamental para o desenvolvimento e progresso" do país.

"É preciso mobilizar todos, unir todos em torno de uma grande ambição, de uma meta para o futuro, que estou convencido que irá ser definida não daqui a muito tempo: 12 anos de escolaridade", declarou o Chefe de Estado.

Estudos revelando salários de trabalhadores com o ensino secundário completo "significativamente mais elevados" do que os vencimentos daqueles que apenas detêm o ensino básico foi um dos argumentos esgrimidos por Cavaco Silva para defender esse alargamento no período de escolaridade obrigatória.

"É preciso unir e mobilizar. Se lhes dermos condições não nos irão deixar ficar mal, irão aproveitar as oportunidades que lhes são oferecidas", afirmou Cavaco Silva perante uma plateia repleta de alunos e professores.

O Presidente da República lançava com o seu discurso, a um mesmo tempo, um repto e uma mensagem de confiança a um Governo que considera ter criado "todas as condições para que as escolas possam responder ao desafio de ter todos os alunos a fazer o ensino secundário".

Ao seu lado, estava a ministra da Educação, que ainda na sexta-feira, em Gaia, havia considerado que esse alargamento da escolaridade obrigatória até ao final do secundário, tal como estava previsto no programa do Governo, poderia afinal ser desnecessário.

"Se as condições forem tão boas, se a resposta das escolas for tão boa como está a ser, provavelmente nem será necessário tornar obrigatório o 12.ª ano", argumentou então Maria de Lurdes Rodrigues.
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