Cavaco Silva vai presidir comissão de honra de homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Lisboa, 09 Set (Lusa) - O Presidente da República aceitou hoje o convite para presidir à comissão de honra de mais uma homenagem a Aristides de Sousa Mendes, disse à Lusa a presidente da Fundação com o nome do diplomata português.

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Em declarações à Lusa à saída de uma audiência com Cavaco Silva, a presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes, Maria Barroso, adiantou que o encontro foi pedido com o intuito de convidar o chefe de Estado para presidir à comissão de honra que irá "desencadear uma vez mais uma acção de homenagem a Aristides de Sousa Mendes".

"O convite foi aceite, o que muito nos honra", disse Maria Barroso, mulher do antigo Presidente da República Mário Soares.

Ainda de acordo com Maria Barroso, esta homenagem a Aristides de Sousa Mendes irá desenvolver-se já a partir de Outubro e até Janeiro de 2009, incluindo, entre outra iniciativas, acções em escolas.

A 10 de Dezembro, dia em que se assinala o 60º aniversário da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, será inaugurada uma escultura de Manuel Carmo.

Ainda durante o mês de Dezembro, irá realizar-se uma gala de angariação de fundos para a reconstrução da antiga casa de Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, a "Casa do Passal", e sua transformação em museu.

A Casa do Passal foi construída em meados do século XIX e era nesta casa que Aristides e a família passavam geralmente férias.

Em 1940, o Cônsul acolheu aí inúmeros refugiados, a quem tinha concedido vistos, enquanto aguardavam passagem para outros países.

No entanto, esta casa deixaria de ser propriedade de Aristides de Sousa Mendes, devido às grandes dificuldades económicas que viria a enfrentar.

Em 1956, já depois da morte de Aristides de Sousa Mendes, o imóvel foi alienado em hasta pública.

Em 2001, a Casa do Passal foi adquirida pela Fundação e, quatro anos depois, classificada como Monumento Nacional.

A Fundação Aristides de Sousa Mendes foi criada em 2000, com o intuito de promover o respeito pelos Direitos Humanos, tendo como referência a acção humanitária do diplomata português que lhe dá o nome.

Além disso, a Fundação tem participado em diversas iniciativas e colaborado com entidades como escolas, universidades e meios de comunicação, nomeadamente através da cedência de documentação, preparação de artigos e material de divulgação sobre a acção do Cônsul.

"Durante a II Guerra Mundial, envolvendo-se numa actuação humanitária, Aristides de Sousa Mendes optou por salvar vidas, em detrimento dos seus interesses pessoais, vindo a sofrer a perseguição sistemática por parte dos poderes instituídos, até ao fim da sua vida", é referido na página na Internet da Fundação.

VAM.


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