CDS-PP afirma que demissão de Alípio Ribeiro era "inevitável"

Lisboa, 06 Mai (Lusa) - O CDS-PP considerou hoje que a demissão do director da Polícia Judiciária era "inevitável" e exigiu ao Governo que dê à nova direcção meios que lhe permitam apresentar "mais sobriedade e resultados".

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A nomeação de Almeida Rodrigues para dirigir a PJ foi divulgada em comunicado do Ministério da Justiça, onde é referido que o ministro da Justiça "aceitou o pedido de demissão que lhe foi entregue hoje pelo director nacional da PJ (Alípio Ribeiro)".

"Quando não se sabe quem manda, vem a insegurança", afirmou o deputado da CDS-PP, Nuno Magalhães em declarações à Agência Lusa, referindo-se aos "últimos episódios" que antecederam a demissão de Alípio Ribeiro, como a entrevista do ex-director da PJ em que este defendeu que a tutela daquela polícia passasse para o Ministério da Administração Interna.

Para o CDS-PP, "a demissão era inevitável". O partido critica ainda a política seguida pelo governo em relação às forças policiais, que considera "um desastre".

O deputado democrata-cristão lembrou que "em três anos de governo PS, "este é o terceiro director, o terceiro plano de acção e a terceira estratégia" a nortear a actuação da PJ.

Para o CDS-PP, esta sucessão de directores é "preocupante", uma vez que a PJ é "a força que combate o crime mais violento".

Do governo, espera-se que promova "estabilidade" e "dê meios à nova direcção para que seja possível mais sobriedade e resultados", afirmou.

APN.


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