CDS-PP critica extinção da Brigada de Trânsito
O CDS-PP acusou o Governo de ter apresentado tarde, dois anos após a sua posse, a proposta de revisão da Lei de Segurança Interna, anunciada esta quarta-feira, e criticou a proposta de extinção Brigada de Trânsito.
O deputado do CDS Nuno Magalhães centrou toda a sua intervenção no deba te mensal de hoje na segurança interna para lembrar que o executivo socialista v ai adoptar medidas defendidas pelos democratas-cristãos, em 2002 e 2005, e que o PS considerava "populistas, demagógicas e securitárias".
"A segurança interna não é para poupar, é para ser executada para benef ício das populações", afirmou o ex-secretário de Estado da Administração Interna no debate com o primeiro-ministro, no Parlamento.
Para Nuno Magalhães, a extinção da Brigada de Trânsito "é uma machadada à prevenção rodoviária e ao combate à sinistralidade", enquanto o desaparecimen to da Brigada Fiscal pode prejudicar o combate à evasão fiscal.
Nuno Magalhães perguntou, mas ficou sem resposta, a José Sócrates sobre a sua posição quanto à redução da idade imputabilidade, de 16 para 14 anos, pro posta pelo CDS e recusada pela maioria socialista.
Na resposta ao CDS, José Sócrates lembrou que o CDS e Nuno Magalhães es tiveram três anos no Governo e "não fizeram" a reforma da segurança interna.
"Vejo até algum ciúme por ver um Governo fazer uma reforma que o CDS nã o fez quando teve oportunidade", disse Sócrates.