CDS-PP diz que data "dará tempo" aos cidadãos para se organizarem

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, considerou que a data escolhida pelo Presidente da República para o referendo sobre aborto, 11 de Fevereiro, "dará tempo aos cidadãos" para se organizarem e participarem na campanha.

Agência LUSA /

O CDS-PP, único partido com posição oficial contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, salientou que a convocação do referendo faz parte "dos poderes constitucionais do Presidente da República" e apelou à mobilização de todos na campanha.

"Parece-nos uma data que dará tempo aos cidadãos para se organizarem e participarem na campanha. Esperemos que se pronunciem de forma inequívoca e com serenidade", apelou.

O Presidente da República, Cavaco Silva, anunciou hoje a sua decisão de convocar o referendo sobre despenalização voluntária da gravidez para 11 de Fevereiro de 2007.

O deputado José Paulo de Carvalho, membro da comissão executiva de Ribeiro e Castro, tinha sido hoje à tarde indicado pela direcção do CDS como a pessoa que falaria sobre esta matéria "em nome da direcção e do presidente".

No entanto, José Paulo de Carvalho chegou aos Passos Perdidos já depois de Nuno Melo ter prestado declarações aos jornalistas e depois de uma conversa com o líder da bancada abandonou o local.

Confrontado pela Lusa por a direcção ter indicado outra pessoa para reagir a este anúncio do Presidente da República, Nuno Melo declarou: "tendo falado o líder parlamentar não faz sentido que se pronuncie outro deputado".

"Como membro da direcção, é livre para falar como e onde quiser", disse Nuno Melo.

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, tinha defendido a realização do referendo a 25 de Março, sugestão acolhida por unanimidade pela comissão política dos democratas-cristãos.


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