CDS-PP diz que processo da Universidade Independente "não foi transparente nem exemplar"

O CDS-PP considerou que o processo da Universidade Independente foi gerido pelo Governo de forma "nem exemplar, nem transparente", apelando ao executivo para que dê garantias quer aos actuais quer aos antigos alunos.

Agência LUSA /

"Este processo não foi nem exemplar nem transparente. Parece que houve uma imensa distracção por parte do Governo e do Ministério do Ensino Superior", acusou o dirigente Mota Campos, em declarações à Lusa, lembrando que a situação de suspeição na Independente "se arrasta há meses".

O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, decidiu hoje emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da Universidade Independente (UnI), considerando que o seu funcionamento estava a decorrer "em manifesta degradação pedagógica".

"Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UnI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender", afirmou Mariano Gago, em conferência de imprensa.

Para o membro da comissão executiva do CDS-PP, o Governo tem agora de ter duas preocupações: os actuais e os antigos alunos.

Quanto aos actuais alunos da Independente, Mota Campos defende que sejam objecto de uma "medida excepcional", que permita a sua transferência para outras universidades com garantias de equivalências.

"O Governo tem de ter uma preocupação especial para com os alunos desta Universidade que frequentam cursos não reconhecidos, como julgo ser o caso do curso de Engenharia", apelou.

Por outro lado, defendeu, o executivo tem de elaborar uma lista de todos os títulos académicos conferidos pela Universidade Independente ao longo da sua história, sob pena de minar a credibilidade dos seus diplomados.

"Queremos que essa lista seja tornada pública antes do encerramento da Universidade para que não possa haver depois uma inflação de licenciados", alertou.

Mota Campos recusou fazer qualquer comentário sobre o processo do primeiro-ministro José Sócrates, licenciado em Engenharia Civil pela Universidade Independente.


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