CDU defende construção de pontão que ligue Fontaínhas aos Guindais
O vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá, defendeu hoje a inscrição da construção de um pontão que ligue as Fontaínhas aos Guindais no Orçamento e Plano de Actividades da autarquia para 2006.
Rui Sá visitou esta manhã aquela zona, que continua, desde o Inverno de 2000/2001, sem uma ligação rodoviária e pedonal entre as escarpas das Fontaínhas e dos Guindais.
Há quase cinco anos, a 07 de Dezembro de 2000, o mau tempo provocou o aluimento de terras e posterior queda de um muro de suporte na escarpa de apoio, desalojando cerca de 220 pessoas que habitavam no bairro da Tapada.
Até hoje, lamentou Sá, "continua aqui um buraco" e nada foi feito para restituir a ligação pedonal e rodoviária entre as escarpas das Fontaínhas e dos Guindais.
Antes da intempérie, o Passeio das Fontaínhas não terminava num "buraco", pois prolongava-se até ao Largo Artur Dias e à Rua do Miradouro.
O vereador da CDU lembrou que, aquando da derrocada, "falou-se na possibilidade de construir um pontão de ligação", à cota da rua.
Sem essa ligação, os peões atravessam de uma escarpa para a outra através de um parque de estacionamento camarário existente no local. Contudo, a circulação rodoviária apenas se faz a uma cota mais alta, passando pela Batalha.
Os moradores das Fontaínhas enviaram há mais de dois anos um abaixo-assinado à autarquia reivindicando essa ligação, mas até hoje ainda não obtiveram qualquer resposta.
Entretanto, a escarpa em causa foi sustentada e houve necessidade de se retirar muita terra do local, uma vez que o seu peso poderia provocar nova derrocada, mas o autarca comunista entende que "o betão a suportar os socalcos dá um aspecto feio" à zona.
Rui Sá defendeu ainda "um tratamento do ponto de vista arbóreo para dar outro aspecto" à zona, cuja vista sobre o Rio Douro é privilegiada.
Outro dos assuntos ainda pendentes desde esse Inverno rigoroso de há cinco anos prende-se com a Cooperativa S. João das Fontaínhas.
Muitos dos moradores que viram as suas casas abarracadas serem afectadas pela intempérie são sócios da cooperativa e pretendem regressar ao local, para dois prédios, cujo projecto já está aprovado pela autarquia.
Contudo, segundo o presidente da Associação de Moradores das Fontaínhas, José Maia, a construção da cooperativa - dois prédios com um total 31 habitações - carece ainda da finalização de um "processo burocrático" pendente na autarquia.
JAP.