Cemitério de Monchique recebe Prémio de Arquitectura

O cemitério de Monchique recebeu o primeiro Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista na categoria "Espaços Exteriores e de Uso Público", um galardão pioneiro em Portugal.

Agência LUSA /

O equipamento, cujo projecto foi concebido por uma equipa da Câmara de Guimarães, foi inaugurado em Outubro do ano passado e está situado sobre uma encosta.

Com uma área de 36.700 metros quadrados, o cemitério dispõe de um jardim e de um templo para realizar as cerimónias fúnebres, havendo ainda espaço para instalar futuramente um crematório.

O Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista, atribuído pela primeira vez este ano, é da responsabilidade da UrbaVerde, Feira dos Profissionais dos Espaços Verdes e do Equipamento Urbano, certame anual organizado desde 2002.

Nesta categoria, o segundo prémio foi atribuído ao projecto do Parque Fluvial do Alamal (Gavião), da autoria dos arquitectos paisagistas João Ferreira Nunes e Carlos Ribas, enquanto o terceiro vencedor foi o projecto do Parque da Cidade de Beja, da autoria dos arquitectos paisagistas Luís Cabral, Lucile Dubroca e Adelaide Sousa.

Foram ainda atribuídas menções honrosas ao projecto dos jardins de Santa Luzia, no Funchal, da autoria de Luís Paulo Ribeiro e Samuel Alcobia, e ao projecto Espaço de Lazer da Nova Marginal de Cantareira/Sobreiras, no Porto, criado por Marisa Lavrador.

Na categoria "Jardins Privados", foi atribuído um único prémio ao projecto da Quinta da Água Braia, em Fátima, da autoria da arquitecta paisagista Cristina Castel-Branco.

Na categoria "Rua Florida" foram atribuídas duas menções honrosas, uma ao projecto do Bairro da Medrosa Velha (Oeiras), da equipa da Câmara Municipal de Oeiras, constituída por Alexandre Lisboa e Madalena Sousa, e ainda ao projecto para o Centro Tradicional do Porto, da arquitecta paisagista Célia Peralta, da Câmara Municipal do Porto.

O galardão, que conta com o patrocínio do Ministério das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, é atribuído a obras concebidas por arquitectos paisagistas portugueses ou por equipas que integrem órgãos administrativos locais.

Os projectos objectos de apreciação foram avaliados com base em critérios como a criatividade e expressão artística, qualidade do desenho, sustentabilidade na conservação e manutenção e inovação ao nível de novas tecnologias ou materiais, entre outros.

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