Centenas de ex-combatentes protestam contra complemento de pensões
Centenas de ex-combatentes e algumas viúvas concentraram-se hoje em Belém para protestar contra a nova lei que instituiu o complemento de pensões de cerca de 150 euros anuais para os ex-militares que serviram na guerra colonial.
Promovida pela Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra (APVG), a manifestação começou esta manhã junto ao memorial dos ex- combatentes, em Belém, e deverá seguir ainda hoje para o Ministério da Defesa, no Restelo.
"Direitos sim, esmolas não" e "Não pedimos esmola, queremos reconhecida justiça" eram alguns dos slogans escritos nos cartazes empunhados pelos manifestantes, que contestam a lei aprovada depois do Verão pelo governo de Pedro Santana Lopes.
Os manifestantes reclamam ainda a possibilidade de reforma aos 55 anos e um tratamento financeiro igual para todos os ex-militares que estiveram em combate, sejam eles beneficiários da Caixa Geral de Aposentações ou da Segurança Social.
Os ex-combatentes prometem deslocar-se ainda hoje ao Ministério da Defesa, no Restelo, para entregar um documento com as reivindicações da APVG.
"Hoje é o ponto zero do nosso processo. As tréguas acabaram.
Tiveram dois anos e meio para pôr as leis cá fora e deram-nos esta porcaria", disse à Agência Lusa o presidente da APJC, António Basto.
António Basto estranhou o silêncio do PS e do PCP relativamente a esta matéria e considerou a manifestação de hoje "um sucesso".