Centro de Tropas dos Comandos do Exército vai ter 3ª companhia e ser transferido para a Amadora

O Centro de Tropas Comandos vai ter uma terceira companhia operacional e ser transferido em 2008 para o Regimento de Infantaria nº 1 na Serra da Carregueira (Amadora), anunciou hoje o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME).

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Criado em 2006, o Centro de Tropas Comandos, que dispõe actualmente de duas companhias de comandos integradas na Brigada de Reacção Rápida (BrigRR) do Exército português, funciona no sítio do Alto da Vela, próximo da Escola Prática de Infantaria, em Mafra.

De acordo com o general Pinto Ramalho, o Exército vai criar uma terceira companhia de comandos e, desta forma, a BrigRR vai ter um batalhão, cujo Centro de Tropas Comandos vai ficar instalado, a partir de 2008, no Regimento de Infantaria nº 1 (RI1), na Serra da Carregueira.

Esta medida, salientou o CEME, é a "forma mais económica e eficaz" de resolver o "défice das capacidades de rotação" das Tropas Comandos, que "precisavam de mais uma companhia, para completar a estrutura operacional do batalhão" da BrigRR.

O processo de recrutamento e instrução das tropas da terceira companhia está a decorrer e, durante o próximo ano, quando a constituição desta unidade estiver pronta e o batalhão da BrigRR estiver completo, o Centro de Tropas Comandos vai ser transferido para o RI1, onde se "constituirá, definitivamente, como unidade regimental autónoma", disse o CEME.

Assim, adiantou, o Centro de Instrução que actualmente funciona no RI1 vai ser transferido para as instalações onde actualmente está instalado o Centro de Tropas Comandos, no Alto da Vela.

Como consequência destas mudanças, acrescentou o general Pinto Ramalho, o Estado-Maior do Exército vai "corrigir" o actual dispositivo territorial, a partir de Janeiro de 2008.

O CEME falava aos jornalistas em Beja, após ter anunciado a medida no seu discurso durante a cerimónia de recepção da Força de Reacção Rápida da BrigRR, que regressou a 30 de Agosto do Teatro de Operações (TO) no Afeganistão.

A força, constituída por 158 militares (150 da 2ª companhia de comandos do Exército e oito da equipa de Controlo Aéreo Táctico da Força Aérea), regressou após uma missão de seis meses, integrada na Força Internacional de Assistência e Segurança no Afeganistão.

No discurso, o CEME elogiou o "excelente" desempenho, a "eficácia" e o "sucesso da missão" da Força de Reacção Rápida da BrigRR no TO do Afeganistão, considerado um dos "mais exigentes" para o Exército português, desde a Guerra Colonial, na década de 60.

Um "excelente" desempenho que, segundo o general Pinto Ramalho, além de ter sido "determinante" para a medida hoje anunciada, "vai ficar na história contemporânea do Exército português".

Durante a cerimónia, o comandante da Força de Reacção Rápida da BrigRR, o tenente-coronel Pipa Amorim, entregou o Estandarte Nacional que acompanhou a unidade no Afeganistão, ao comandante da BrigRR.

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