Centro Porta Amiga (AMI) de Gaia arranca a 2 de Janeiro
O Centro Porta Amiga de Gaia, hoje inaugurado pela Assistência Médica Internacional (AMI), começará a funcionar a 2 de Janeiro, devido a um atraso nas obras, disse o presidente desta organização não-governamental (ONG), Fernando Nobre.
O adiamento deve-se a um atraso nas obras e à não entrega dos vidros para as janelas do edifício pela empresa responsável, pelo que teve que ser inaugurado com vidros provisórios.
O Centro Porta Amiga de Gaia, no qual a AMI investiu cerca de 500 mil euros, está sedeado no antigo quartel dos Bombeiros de Coimbrões.
O antigo quartel pertencia à Câmara de Gaia, que o vendeu à AMI por um preço simbólico.
O Centro Porta Amiga de Gaia tem capacidade para servir 100 pessoas no refeitório, uma das valências mais procuradas nos equipamentos sociais da AMI.
Além do refeitório estes centros prestam serviços variados, tais como clube de emprego, unidade balneária, distribuição de vestuário, lavagem de roupa e dispensário de medicamentos.
Funciona também como centro ATL (actividades de tempos livres) e presta apoio social, psicológico e jurídico.
O Centro Porta Amiga de Gaia contará com uma equipa de quatro técnicos (de psicologia, serviço social e educadores sócio- profissionais), disponibilizados pela Segurança Social.
O quadro de pessoal deste centro prevê ainda outros técnicos, cujos lugares serão preenchidos em regime de voluntariado, nomeadamente um médico, um enfermeiro e um advogado, pessoal de apoio ao refeitório, ao serviço de roupeiro e de lavandaria, um jardineiro e professores de Português e Matemática.
A cerimónia de inauguração foi presidida pelo presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, devido à ausência do ministro da Segurança Social, Fernando Negrão, retido em Lisboa devido à realização de um Conselho de Ministros de emergência.
Para a concretização deste novo centro, a AMI recebeu vários apoios, nomeadamente o resultante da associação com a LeverElida, para realização da campanha "Skip Mão Amiga", que recolheu 155 mil euros.
Também o projecto da reconversão do edifício, que estava em ruínas, foi oferecido pelo gabinete da arquitectura Alexandre Burmester.
Com esta inauguração, o número de centros de assistência social da AMI em funcionamento em Portugal eleva-se a dez, incluindo os abrigos nocturnos de Lisboa e do Porto, este último a inaugurar em breve.