Centros de Saúde do Alentejo interligados em tempo real aos hospitais

A Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) está a interligar informaticamente todos os centros de Saúde e hospitais da região, para permitir a partilha e transferência, em tempo real, da informação clínica dos utentes.

Agência LUSA /

Segundo revelou hoje a ARSA, esta estratégia é "inovadora no país" e a solução informática, ao nível do Alentejo, começou por ser instalada na sub-regi ão de Saúde de Portalegre, onde entrou em funcionamento na passada sexta-feira.

"Com a implementação deste sistema, vai poder haver uma recepção progra mada nos hospitais dos pacientes transferidos de centros de Saúde", adianta a AR SA, sublinhando que, assim, é "abreviada a interacção com os doentes e elevada a qualidade do atendimento".

Todos os registos efectuados no centro de Saúde relativos à história cl ínica, medicação e meios complementares de diagnóstico do doente "são, de imedia to, transferidos para o hospital", realça a ARS do Alentejo.

O sistema possibilita também o acesso à informação de episódios anterio res relativos ao paciente, independentemente do local em que tenha sido atendido .

A solução informática utilizada é o ALERT CARE, desenvolvido pela empre sa portuguesa MNI - Médicos Na Internet, e começou por ser instalada na sub-regi ão de Saúde de Portalegre, nos centros de Saúde da capital de distrito, Campo Ma ior, Avis, Nisa e Ponte de Sôr.

Durante o próximo mês, de acordo com a ARSA, é a vez da sub-região de S aúde de Beja, abrangendo os centros de Odemira, Castro Verde, Beja, Moura e hosp itais de Serpa e da capital de distrito.

Contactada pela agência Lusa, fonte da Administração Regional de Saúde adiantou ainda que, depois, vai seguir-se a sub-região de Saúde de Évora, "ainda durante este ano".

Além da componente de interligação, acrescenta a ARSA, o sistema traduz -se também na informatização dos centros de Saúde, que "deixarão de utilizar o p apel, quer para registar os atendimentos dos utentes, quer como suporte de infor mação clínica".

A ARSA argumenta que esta iniciativa surge na sequência de "outros proj ectos inovadores" que tem desenvolvido na região para "melhorar os cuidados de s aúde".

Como exemplo, a Administração Regional de Saúde aponta também o caso da Terapia Anticoagulante Oral, já implementada nos 14 centros de Saúde do distrit o de Évora e que, "em breve", deverá ser alargada a todo o Alentejo.

A Terapia Anticoagulante Oral permite que os pacientes façam a sua anál ise específica ao sangue, para determinar o nível de anticoagulação (INR), no ce ntro de Saúde da sua área.

Antes, no que respeita a Évora, os doentes tinham que deslocar-se ao Ho spital do Espírito Santo, na capital de distrito, o que passou a ser evitado.

Através deste método, basta uma simples picada no dedo para verificar o s níveis de INR e, em caso de necessidade, o médico de família, ligado "on-line" com os serviços de Patologia Clínica hospitalares, faz o ajuste da terapêutica, consoante as necessidades do doente.

"Este método inovador beneficia todos os doentes da região que fazem an ticoagulação por motivos cardíacos ou outros e que necessitam monitorizar o INR com periodicidade mensal ou quinzenal, tornando os tratamentos mais cómodos e acessíveis", sublinha a ARSA.


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