Centros de saúde do Alto Minho perderiam 23,6 por cento dos seus médicos com saída dos espanhóis

Os 13 centros de saúde do Alto Minho perderiam 23,6 por cento dos seus médicos se os clínicos espanhóis regressassem ao país de origem, disse à agência Lusa fonte da Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo.

Agência LUSA /

Segundo o coordenador do organismo, João Carneiro, nos 13 centros de saúde do distrito trabalham actualmente 242 médicos, 57 dos quais espanhóis.

O Centro de Saúde de Paredes de Coura seria o que sofreria, segundo o responsável, "maior razia", já que dos seus actuais 10 médicos seis são espanhóis, o que corresponde a uma percentagem de 60 por cento.

O Diário de Notícias publicou, na edição de quarta-feira, que o governo regional da Galiza quer reaver os médicos espanhóis que estão a trabalhar para Portugal, porque a "fuga" registada nos últimos anos está a provocar um défice de clínicos naquela região autónoma espanhola.

Segundo dados divulgados esta semana pelo governo autónomo galego, liderado pelo socialista Emílio Pérez Touriño, as vagas livres na área da saúde da Galiza, que faz fronteira com Portugal, ascendem actualmente a 687, das quais 585 correspondem a médicos especialistas.

A eventual saída dos médicos espanhóis do Norte de Portugal deixaria em situação igualmente complicada o Centro de Saúde de Monção, que perderia 10 dos seus 20 médicos.

Em termos numéricos, quem mais sofreria seriam os centros de saúde de Ponte de Lima/Freixo, onde trabalham 13 médicos espanhóis, de um total de 39.

Os centros de Arcos de Valdevez e Viana do Castelo ficariam, cada um, com menos seis médicos, seguindo-se Darque com menos quatro e Melgaço e Barroselas com menos três.

Dependente do Centro de Saúde de Barroselas, a Extensão de Alvarães, com cerca de 3.500 inscritos, ficaria sem qualquer médico, já que os dois que actualmente ali trabalham são oriundos de Espanha.

Ponte da Barca e Valença perderiam dois médicos e Caminha e Vila Nova de Cerveira um.

Em meados de 1997, de forma a preencher as dezenas de vagas existentes em Centros de Saúde do Alto Minho, a Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo avançou com a contratação, em regime de avença, de clínicos da vizinha Galiza.

O distrito foi pioneiro e a primeira médica contratada foi prestar serviço no Centro de Saúde de Melgaço.


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