Centros Nacionais de Apoio a Imigrantes atenderam perto de 300 mil no 1º ano

Os Centros Nacionais de Apoio ao Imigrante de Lisboa e do Porto atenderam no primeiro ano de funcionamento perto de 300 mil utentes, na maioria brasileiros e ucranianos, segundo dados a que a Agência Lusa teve hoje acesso.

Agência LUSA /

De acordo com o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI) de Lisboa, que hoje comemora um ano de existência, atendeu 235 mil estrangeiros e o CNAI do Porto 40.700 imigrantes.

Os Centros Nacionais de Apoio ao Imigrante, que oferecem aos estrangeiros serviços semelhantes aos da Loja do Cidadão, surgiram há um ano em Lisboa e no Porto para responder aos problemas de integração que se colocam aos imigrantes que vivem em Portugal.

O CNAI de Lisboa atendeu em média 20 mil imigrantes por mês e recebeu durante o primeiro ano cidadãos provenientes de 125 países.

Dados do ACIME revelam que perto de 12 mil brasileiros (26 por cento) e cerca de nove mil ucranianos (21 por cento) se dirigiram ao CNAI de Lisboa, seguindo-se cerca de cinco mil cabo-verdianos (13 por cento).

As estatísticas do CNAI confirmam dados já existentes que apontam para um crescimento nos últimos anos das comunidades brasileira e ucraniana em detrimento de outras, tradicionalmente em maior número em Portugal, como nas provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A maioria dos imigrantes que se deslocou ao CNAI pretendia ser atendido no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que no primeiro ano recebeu a visita de 59.590 utentes.

A Segurança Social, que atendeu 19.536 imigrantes, e a Inspecção-Geral do Trabalho, que recebeu 18.545 utentes, são outras duas das instituições mais procuradas pelos estrangeiros que se dirigem ao Centro.

Os imigrantes também se deslocam ao CNAI para procurar ajuda no Gabinete de Apoio ao Reagrupamento Familiar (5.695), no Gabinete de Apoio Jurídico (4.817) e no Gabinete de atendimento da UNIVA (2.024).

Segundo o ACIME, 57 por cento dos 235 mil utentes do CNAI de Lisboa foram homens e 43 por cento mulheres.

A idade média dos utentes situa-se entre os 25 e os 45 anos.

O CNAI do Porto, que na próxima semana assinala um ano, recebeu a visita de 40.700 imigrantes, dos quais 35 por cento eram naturais da Ucrânia, 29 por cento do Brasil. Em terceiro lugar surgiram os chineses (cinco por cento).

Também no CNAI do Porto o serviço que mais utentes recebeu foi o SEF, 8.774, seguindo-se a Segurança Social, 7.897, Inspecção-Geral do Trabalho, 3.475.

O Centro portuense recebeu mais homens (69 por cento) do que mulheres (31 por cento) e a maioria dos utentes tinha entre 25 e 45 anos.

O CNAI integra nas suas instalações dependências do SEF, da Segurança Social, da Inspecção-Geral do Trabalho, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, dos Ministérios da Saúde e Educação e do Instituto Nacional de Habitação.

O Gabinete de Reconhecimento de Habilitações e Competências, o Gabinete de Apoio Técnico às Associações de Imigrantes e o Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho são outros serviços disponíveis naqueles centros.

O atendimento no Centro Nacional de Apoio ao Imigrante pode ser feito em português, crioulo de Cabo Verde e em russo, havendo ainda a possibilidade de tradução para romeno e moldavo.

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, vivem legalmente em Portugal perto de 500 mil imigrantes.

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