Chefes militares avisam que manifestação é "ilegal" e lembram sanções
O chefe de Estado-Maior das Forças Armadas (CEM GFA) e os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea consideram "ilegal e suscept ível de afectar a coesão e a disciplina" a manifestação de militares prevista pa ra quinta-feira, na Baixa lisboeta.
Numa parecer conjunto, cujo conteúdo tem sido dado a conhecer às unidad es, os chefes militares advertem que os membros das Forças Armadas "em efectivid ade de serviço" que participarem na manifestação incorrerão "em infracção à disc iplina".
"Como em outra infracção à disciplina incorrerão se o fizerem uniformiz ados, como nalgumas notícias vindas a lume é propalado", acrescentam no texto a que a agência Lusa teve hoje acesso.
Na missiva, os chefes militares (reunidos em Conselho de Chefes de Esta do-Maior) consideram que o protesto, que a comissão organizadora denomina "passe io do nosso descontentamento", é "uma forma de encobrir uma manifestação de mili tares organizada por, pelo menos, uma das quatro associações profissionais de mi litares, a ANS, torneando o impedimento legal não só da sua convocação, como do seu objecto".
O parecer é assinado pelo CEMGFA, almirante Mendes Cabeçadas, e pelos c hefes de Estado-Maior do Exército (e futuro CEMGFA), Valença Pinto, Força Aérea, Taveira Martins, e Armada, Melo Gomes.