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Cidadã lusa detida em Caracas transferida para Lisboa

Cidadã lusa detida em Caracas transferida para Lisboa

Uma das três cidadãs portuguesas detidas há quase seis anos na Venezuela, depois da descoberta, em 2004, de quase quatrocentos quilos de cocaína, chegou hoje a Lisboa para ser transferida para uma prisão em Portugal. Maria Antonieta Liz partiu ontem de Caracas, acompanhada por dois guardas prisionais encarregues da sua custódia, num voo da TAP.

RTP /
Maria Antonieta Liz foi detida em Outubro de 2004 RTP

Maria Antonieta Liz foi presa, juntamente com outras duas cidadãs portuguesas, em Outubro de 2004. A 15 de Dezembro de 2005, mais de um ano depois da detenção, as três portuguesas foram condenadas a nove anos de prisão por tráfico de droga

O caso tem sido acompanhado pelas autoridades portuguesas, e terá tido acompanhamento especial na última visita de José Sócrates à Venezuela em Maio de 2008.

As outras duas cidadãs portuguesas continuam detidas numa prisão a sul de Caracas, estando uma delas a aguardar também por um pedido de transferência para Portugal.

Antes de deixar a capital venezuelana, num contacto telefónico com o correspondente da agência Lusa em Caracas, Maria Antonieta Liz sublinhou que a sua transferência "é uma alegria, apesar de não ser a minha liberdade plena".

"Sinto uma paz grande, o que mais queria era sair deste mundo (prisão venezuelana), e voltar para o meu mundo, apesar de saber que ainda poderei estar numa prisão durante algum tempo, mas não me importa porque vou estar com pessoas que falam a minha língua, que me entenderão e poderei receber visitas da minha mãe e da minha família", acrescentou.

Maria Antonieta Liz voltou a insistir na sua inocência e deixou uma nota de agradecimento às autoridades consulares portuguesas.

Segundo a Lusa que cita várias fontes, "a 1 de Maio de 2008 - antes da visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas - Maria Antonieta Liz foi visitada na prisão por uma procuradora, um representante do Ministério de Relações Externas da Venezuela e outro do Consulado de Portugal em Caracas".

Na altura foi-lhe prometido "que o Presidente Hugo Chávez lhe concedia um indulto", e que deixaria a cadeia venezuelana onde se encontrava detida "na semana seguinte".

Caso remota a 2004

Em Outubro de 2004, um avião da Air Luxor ficou retido em Caracas depois da tripulação localizar e denunciar às autoridades venezuelanas a existência de malas onde foram encontrados quase quatrocentos quilos de cocaína.

Mais de um ano depois, a Dezembro de 2005, o co-piloto Luís Santos foi absolvido e as três passageiras portuguesas juntamente com seis venezuelanos foram condenados a presas de prisão entre os quatro anos e meio a nove anos de prisão.

Envolvidos no processo estava ainda o comandante e a hospedeira do Citation X, que se encontram em liberdade desde 2004.

O avião foi entregue, depois de confiscado por decisão do tribunal do estado venezuelano de Vargas, à Comissão Nacional de Luta Anti-Drogas da Venezuela.

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