Cidadãos lisboetas defendem recuperação de palacetes do Príncipe Real

Um movimento de cidadãos de Lisboa apelou hoje à Câmara Municipal para que pressione os proprietários públicos e privados dos palacetes oitocentistas existentes na praça do Príncipe Real a recuperarem os edifícios.

Agência LUSA /

Em comunicado hoje divulgado, o movimento Fórum Cidadania Lisboa manifesta-se "preocupado com o estado de abandono da maior parte dos palacetes" do Príncipe Real.

Frisando a "elevada concentração de edifícios de imenso valor patrimonial, alguns devolutos", naquela zona da cidade, os cidadãos lisboetas criticam "a escassíssima habitação [no Príncipe Real] e o completo desconhecimento desses edifícios pela população".

O movimento pede assim à autarquia lisboeta que interceda "junto dos proprietários privados no sentido de procederem à recuperação do edificado, ameaçando-os judicialmente, com especial atenção dos palacetes Barão de Santos e Faria, propriedade, respectivamente, da Casa de Bragança e da Liga dos Amigos dos Hospitais".

A Câmara Municipal deve ainda negociar com os proprietários dos palacetes António Ferreira de Carvalho, de Alenquer e dos Viscondes de Penalva, com vista à "recuperação imediata" dos edifícios, defende o Fórum Cidadania Lisboa.

Os cidadãos envolvidos no movimento afirmam-se ainda preocupados com a transformação do palacete Ribeiro da Cunha num hotel de charme, cuja realização do plano de pormenor foi aprovada pela Câmara de Lisboa em Fevereiro do ano passado.

"Segundo o projecto que estava patente na exposição +Sentir Lisboa+, organizada pela autarquia, há uma ameaça de esventramento do imenso e valioso logradouro do palacete. A Câmara não pode deixar destruir este palácio, que é importantíssimo", afirmou à Lusa Pedro Policarpo, um dos promotores do movimento.

No comunicado, o fórum critica ainda o "trânsito caótico" que existe na zona e sugere a reposição "urgente" da carreira 14 do eléctrico, entre o Cais do Sodré e as Amoreiras, além do condicionamento do trânsito no topo noroeste e nas perpendiculares a sul da praça.

A Lusa tentou obter uma reacção do gabinete da vereadora do Licenciamento Urbanístico, Eduarda Napoleão, mas tal não foi possível até ao momento.


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