Cimeira da UE - PCP teme monopólio na energia e secundarização da coesão social

O secretário-geral do PCP manifestou-se apreensivo com a possibilidade de a União Europeia avançar para uma concentração de empresas monopolistas na área da energia e para uma secundarização das políticas de coesão social.

Agência LUSA /

"Uma concentração do domínio em três ou quatro empresas de energia caus ará graves prejuízos da todos os cidadãos e perda da soberania nacional na esfer a económica", advertiu Jerónimo de Sousa após ter sido recebido em audiência pel o primeiro-ministro, José Sócrates, em São Bento.

A reunião com o primeiro-ministro destinou-se a debater a agenda da pró xima cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, quinta e sexta- feira, em Bruxelas, que incidirá sobre a criação de um mercado comum de energia e o impulso à Estratégia de Lisboa para o crescimento e emprego.

Acompanhado pelos dirigentes do PCP Agostinho Lopes e Ângelo Alves, Jer ónimo de Sousa apontou "contradições" entre a agenda da cimeira da Primavera e a prática das instituições europeias.

"Não se percebe o aumento das taxas de juro decretadas pelo Banco Centr al Europeu, que asfixia as empresas, quando se diz que haverá uma política de va lorização das pequenas e médias empresas", apontou.

Para o líder comunista, "verifica-se na agenda da União Europeia uma se cundarização do princípio da coesão económica e social".

"No emprego, há declarações de boas intenções, mas de boas intenções es tá o inferno cheio", apontou o secretário-geral do PCP, que criticou o primeiro- ministro por entender que, ao nível da agenda da União Europeia, "mais vale pouc o que nada".

"Na União Europeia, o que avançou foram as políticas monetaristas e de privatização e verificou-se um congelamento das políticas de emprego", acrescentou.


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