Cinco mortos e três feridos em acidente na A4

Um acidente na A4, que liga Amarante ao Porto, próximo de Valongo provocou cinco mortos e três feridos que foram transportados para o Hospital de São João no Porto. A circulação na A4, que esteve encerrada durante várias horas, foi entretanto retomada, cerca das 10h45, mas apenas na faixa de rodagem Porto/Amarante.

RTP /
O acidente aconteceu ao quilómetro 14,2 no sentido Amarante- Porto Estela Silva/Lusa

O acidente envolveu uma carrinha mista, de transporte de passageiros e de mercadorias, que embateu contra a traseira de um veículo pesado, que transportava paralelos de granito, cerca das 07h00 ao quilómetro 14,2 da A4.

Os três feridos  foram transportados pelo INEM para o Hospital de São João no Porto onde se encontram em situação "estável".

"Apresentam facturas ligeiras, mas ainda estão em observação", afirmou à Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

Quatro horas depois do acidente, a circulação foi retomada numa das faixas de rodagem, mantendo-se cortada no sentido Amarante - Porto onde continuam os trabalhos de remoção dos veículos e de limpeza da via.

"A retirada do veículo pesado, que tem um eixo partido, deverá ser demorada, uma vez que é necessário retirar toda a carga e depois rebocá-lo", afirmou.

Durante várias horas, "o trânsito foi desviado entre o nó de Ermesinde e o local do acidente", revelou o Tenente Silva Lopes da GNR do Porto.

Cerca das 11h00 as filas de trânsito, em ambos os sentidos, atingiam os cinco quilómetros.

Segundo o Tenente Silva Lopes, "para já não e possível avançar com as causas do acidente", acrescentando que "O Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação da GNR do Porto já procedeu há recolha de vestígios para tentar apurar as causas do acidente".

As cinco vítimas mortais, que ficaram encarceradas, e os três feridos graves que seguiam na carrinha de sete lugares eram trabalhadores da construção civil.

No local do acidente estiveram 30 bombeiros e 11 viaturas, além da GNR e do INEM. 

Carrinha ia sobrelotada 

A carrinha que transportava as vítimas tinha lotação para seis passageiros mas transportava oito pessoas, afirmou à Lusa o comandante distrital do CDOS.

As causas do acidente ainda são desconhecidas, e duas horas depois do acidente os bombeiros ainda estavam a tentar retirar uma das vítimas mortais do interior da carrinha que ficou totalmente destruída.

"O que se sabe é que a carrinha embateu na traseira do camião que circulava a uma velocidade muito reduzida devido a um problema mecânico. Havia uma grande diferença de velocidade, mas não sabemos o motivo do embate", afirmou o comandante Teixeira Leite.

Vitimas trabalhavam para empresa de Lardosa

As cinco vítimas mortais e os três feridos eram trabalhadores de uma empresa de construção civil de Lardosa, freguesia de Soalhães, Marco de Canavezes.

"São todos jovens, duas das vítimas mortais têm 20 e 27 anos" afirmou a presidente da Junta de Freguesia de Soalhães, à Lusa, que acrescentou "desconhecer qual era o destino dos trabalhadores".

"Duas das vítimas são irmãos e o condutor da carrinha era cunhado do dona da empresa de construção civil".

A autarca acrescentou que "de acordo com as informações que tem disponíveis, as vítimas residem todas naquela zona, a maioria em Soalhães, enquanto o condutor da carrinha morava em Paços de Gaiolo".

Segundo Cristina Vieira, "uma das vítimas mortais era um jovem de 27 anos muito querido na freguesia", revelando que "era vocalista do grupo musical Ritmo Douro, muito famoso na região".

Outra das vítimas mortais "também era muito conhecido na freguesia e era responsável pelo grupo de Bombos da Casa do Povo de Soalhães". 

A autarca revelou ainda que "já foi disponibilizado apoio psicológico aos familiares das vítimas".

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