Cinco pessoas retiradas de casa em Santa Eugénia, Alijó

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Cinco pessoas foram retiradas de habitações em Santa Eugénia, onde hoje chegou o incêndio que começou na madrugada de domingo em Alijó, distrito de Vila Real, mas a aldeia "nunca esteve em perigo", disse o comandante operacional.

De acordo com o responsável pelas operações no terreno, Pedro Duarte, "pese embora a situação [do fogo] tenha ocorrido no perímetro da aldeia", ao início da tarde, a povoação "nunca esteve em perigo".

Segundo o comandante operacional, numa "zona mais próxima da frente de fogo, três pessoas foram retiradas de uma habitação que serve de acolhimento a idosos", ao mesmo tempo que, numa outra área, e por uma questão de "prevenção", duas pessoas residentes "numa zona rural foram deslocadas para o centro da aldeia".

O responsável acrescentou que as três pessoas retiradas da residência de acolhimento a idosos foram encaminhadas para o pavilhão municipal de Alijó.

O fogo, que aparentemente estava controlado, aproximou-se da aldeia o que levou à retirada dos idosos do lar.

De acordo com informações disponibilizadas pelas 14h00 na página da Internet da Proteção Civil, o fogo em Alijó, na freguesia de Vila Chã, está a ser combatido por nove meios aéreos, 436 homens e 132 viaturas.

O dispositivo no terreno mantém-se desde o início da manhã, com quatro aviões pesados e dois helicópteros ligeiros, estando previsto o reforço dos meios aéreos com o Canadair espanhol.

Pedro Nunes, adjunto do Comando Nacional da Proteção Civil, afirmou que o incêndio em Alijó permanece ativo com duas frentes em zonas florestais.

No terreno encontram-se cerca de 450 operacionais apoiados por cerca de 140 veículos e oito máquinas de rasto e pelotões do exército.
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Em comunicado, o EMGFA referiu que foram hoje mobilizados "dez pelotões do Exército, com cerca de 250 militares e dezenas de viaturas, e quatro máquinas de rasto", no apoio a "ações de vigilância e rescaldo nos incêndios que têm fustigado o continente nas últimas horas".

Cinco pelotões e quatro máquinas de rasto foram enviados para a região de Alijó, três para a região de Mangualde e duas para Mirandela, acrescentou.

Na quinta-feira passada tinham sido mobilizados 200 militares para ações de patrulhamento e vigilância florestal nas zonas de maior índice de risco de incêndios, em dez distritos do país.
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No terreno estão seis meios aéreos e mais de 200 operacionais.
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Ainda assim, a ANPC garante que a comunicação entre os operacionais nunca esteve em causa, porque foram usadas redes complementares.

C/Lusa

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