Circulação ferroviária na Linha do Alentejo já foi retomada entre Pegões e Bombel
A circulação ferroviária na Linha do Alentejo, que estava suspensa entre Pegões e Bombel, foi hoje retomada, informou a CP -- Comboios de Portugal, num ponto de situação pelas 15:00, indicando que se mantêm as perturbações na Linha do Norte.
"Está resolvido o constrangimento no troço entre Pegões e Bombel, pelo que já foi retomada a circulação ferroviária na Linha do Alentejo", referiu a CP, lembrando que a circulação na Linha do Sul também já foi retomada.
Quanto à Linha do Norte, que assegura a ligação ferroviária entre Lisboa e o Porto, a transportadora disse que se mantêm suspensos, "sem previsão de retoma", os comboios de longo curso, nomeadamente os serviços Alfa Pendular e Intercidades, "por razões de segurança, devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra".
Na Linha do Norte, apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa, adiantou a CP.
Pelas 15:00 de hoje, continuam a registar-se constrangimentos também na Linha da Beira Baixa, em que a circulação se mantém suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.
Mantém-se ainda suspensa a circulação na Linha do Douro, em particular entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, devido ao mau tempo, informou a empresa de comboios.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários, sendo que, a partir de segunda-feira, 16 de fevereiro, haverá um reforço das circulações na hora de ponta, revelou a CP, recomendamos consulta de informação no `site` em www.cp.pt.
"Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário", informou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.