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Cluny nega relação entre processos disciplinares a magistrados e denúncias PS-Madeira

Cluny nega relação entre processos disciplinares a magistrados e denúncias PS-Madeira

Lisboa, 15 Mar (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público negou hoje qualquer relação entre os quatro processos disciplinares instaurados a magistrados do Ministério Púbico na Madeira e as denúncias de corrupção na Região feitas pelo PS local.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou sexta-feira, na sequência de notícias sobre alegados actos de corrupção na Madeira e à actuação do Ministério Público na Região, que este ano já foram deduzidas três acusações por crimes economómico-financeiros e que "outros factos serão objecto de averiguação preventiva".

Em comunicado, a PGR adiantou que, em consequência das inspecções levadas a efeito, "foram transferidos para o Continente dois magistrados do Ministério Público relativamente aos quais correm processos disciplinares em vias de decisão pelo Conselho Superior do Ministério Público" e ainda instaurados, "mais recentemente, dois outros processos disciplinares visando mais dois magistrados do Ministério Público colocados na Madeira e que igualmente serão decididos a curto prazo".

Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, sustentou que os "quatro processos disciplinares" aplicados a magistrados do Ministério Público da Região Autónoma da Madeira "decorrem da actividade normal da Inspecção e do Conselho Superior do Ministério Público".

"Não têm a ver com os dossiês e os factos denunciados pelo PS-Madeira", frisou, invocando que estes levaram "ao levantamento da situação e à reorganização" dos serviços do Ministério Público no Funchal.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa procedeu "à reestruturação dos serviços do Ministério Público no Círculo Judicial do Funchal, instituindo a especialização quanto aos crimes de corrupção e criminalidade conexa e criando uma direcção personalizada da investigação destes ilícitos", precisou a PGR.

ER/FC/ARA.

Lusa/Fim


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