CNA apoia marcha dos Sem Terra pela reforma agrária no Brasil
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) solidarizou-se hoje com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Brasil, apoiando a Marcha pela Reforma Agrária que esta organização realiza em Maio.
Em comunicado, a CNA, com sede em Coimbra, recorda que se assinala hoje o nono aniversário da morte por forças policiais brasileiras de vários membros do MST, na região de Eldorado dos Carajás.
Este movimento e a organização internacional de agricultores Via Campesina passaram a comemorar o 17 de Abril como Dia Internacional da Luta Camponesa.
"Todos os anos se assinala a data e se projectam no futuro algumas das reclamações fundamentais dos agricultores de todo o mundo", refere o documento, aprovado pela assembleia geral da CNA.
A confederação portuguesa apoia a Marcha Nacional pela Reforma Agrária que o MST organiza, com início em Goiânia, no dia 01 de Maio, e encerramento na capital brasileira, Brasília, a 17 de Maio, uma manifestação que de deverá congregar "mais 10 mil pessoas a caminhar pelo acesso à terra para produzir e pela soberania alimentar".
A CNA exige o "direito a produzir a preços compensadores" e defende "uma alimentação sadia e ao alcance de todos", "um mundo sem patentes sobre seres vivos" e a agricultura "fora da Organização Mundial do Comércio (OMC)", como "causas civilizacionais" que unem agricultores de todo o mundo.
Ao nível nacional e comunitário, a CNA reivindica o "escoamento a melhores preços da produção", a "contenção das importações desnecessárias" e "um país livre de transgénicos", reafirmando que Portugal necessita de "uma outra Política Agrícola Comum (PAC), respeitadora da agricultura familiar, do ambiente e da biodiversidade".